Artigos e Entrevistas
01/04/2013 - 01h53
Eduardo Guterra comenta nota do Fetaport
Fonte: FNP

Prezados Companheiros e companheiras, é publico a nossa ação vitoriosa na luta contra a medida Provisória 595, com uma grande participação articulada de todas as categorias, foram todo um conjunto de iniciativas que colaboraram para que fossem atendidos os nossos pleitos.
Mas, estes, ainda não foram consolidados e transformados em Lei. É preciso estar vigilantes e preparados para enfrentar qualquer tentativa de modificar o que foi acordado entre as Federações, CUT, Governo, Senador Eduardo Braga e o Dep. Guimarães, respectivamente, Relator e Presidente da Comissão Mista que analisa a MP.
Além dos parlamentares que fizeram emendas contra os nossos interesses e o Lobby empresarial, temos que ficar atentos a Sindicatos que sempre tentaram se apoderar da representação da nossa categoria.
Para conhecimento, segue em anexo, nota sindical questionando o apoio e a participação da CUT na negociação dos pontos acordados de interesse dos portuários do Brasil, alegando que eles é que representam a maioria dos empregados dos terminais privativos, misturam números de funcionários burocráticos das agencias de navegação, dos operadores portuários (av. Paulista) e Aquaviários.
A nossa hora é agora, sem facilidades e subterfúgios, mas, com as nossas conquistas através de mobilização e coragem - definição da nossa categoria como diferenciada (incluindo a Capatazia), proibição da contratação temporária e a supressão da categoria econômica preponderante, temos uma grande oportunidade de acabar com esse promiscuo modelo sindical, onde os verdadeiros e legítimos defensores da Categoria Portuária são excluídos das negociações com os operadores e empresas portuárias, que passam a ter a suas estratégias empresariais facilitadas (redução de custo) por sindicatos que chamamos de "conveniência".
Estes se aproveitam da sua configuração sindical, Marítimos (Aquaviários), Empregados de Agencias de Navegação, dos Operadores Portuários, se aproveitando da palavra “Afins”, hoje vedada pelo próprio TEM, numa tentativa de interpretação de que os trabalhadores portuários empregados teriam que ser representadas por eles, como categoria econômica preponderante empregada dos Operadores Portuários. Observem a relação sindical assinantes da nota.
Portanto, não se trata de liberdade e autonomia sindical, trata-se de exigir o cumprimento da Convenção 137 da OIT, que regulamenta o trabalho portuário, em vigor no Brasil.
Diante dos fatos narrados acima chamamos atenção para eventos importantes para consolidarmos as nossas conquistas;
1) Plenária das Três Federações no Rio de Janeiro no próximo dia 05 de Abril
2) Votação do Relatório do Senador Eduardo Braga na Comissão Mista
3) Votação na Câmara e no Senado
Quem sabe faz a hora não espera acontecer, oriento para estarmos sempre prontos e mobilizados para a luta
Sds Portuárias
Eduardo Guterra