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16/08/2016 - 04h19

1 em cada 3 benefícios por invalidez será revisado em SP

Fonte: Folha de S. Paulo


 
A revisão dos benefícios por incapacidade pagos há mais de dois anos será feita em um a cada três aposentadorias ou auxílios-doença ativos no Estado de São Paulo. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, 379.174 benefícios por incapacidade entrarão no pente-fino no Estado.
 
Os auxílios e as aposentadorias por invalidez pagos a segurados paulistas correspondem a 22,2% do total de benefícios que o governo interno pretende revisar.
 
No mês de junho,o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pagou 766.515 aposentadorias por invalidez e 316.717 auxílios-doença no Estado, somando um total de 1.083.232 de benefícios por invalidez pagos a segurados urbanos, dos quais 35% passarão pelo pente-fino.
 
Benefícios por incapacidade pagos em São Paulo - Quantos foram pagos em junho
 
Segundo portaria conjunta dos ministérios do Desenvolvimento Social e Agrário, da Fazenda e do Planejamento, o trabalho de revisão desses benefícios vai priorizar a análise daqueles concedidos judicialmente, os mais antigos e os pagos a segurados mais jovens.
 
As concessões judiciais estão na mira porque nelas os segurados não passam pela perícia médica previdenciária e tendem a ter mais facilidade em conseguir o benefício por incapacidade. Na Justiça, o médico analisa condições sociais e econômicas do segurado, como o nível de escolaridade.
 
Para o INSS, só é relevante a capacidade ou não do segurado exercer qualquer trabalho —e não apenas o seu trabalho. Dos benefícios por incapacidade pagos há mais de dois anos, só escaparão da revisão os aposentados por invalidez com 60 anos ou mais.
 
Pente-fino vai durar 2 anos
 
O pente-fino nos benefícios por incapacidade deve começar em setembro deste ano e será encerrado em até dois anos, de acordo com previsão do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário.
 
O governo interino ainda não definiu como será a convocação dos segurados que terão de passar pela perícia médica. A operacionalização da revisão começou com o cadastro dos peritos, iniciado na quarta-feira (10). A previsão é de que a revisão alcance 530 mil beneficiários do auxílio-doença e 1,181 milhão de aposentados por invalidez abaixo dos 60 anos de idade.
 
Na mira do governo
 
>> O Estado de São Paulo tem a maioria dos benefícios que passarão pelo pente-fino do INSS
 
•  22,2% dos benefícios que serão revisados estão em São Paulo
 379,1 mil benefícios por invalidez são pagos há mais de dois anos em São Paulo. Esses auxílios e aposentadorias entrarão no pente-fino do INSS
 
>> Quantos benefícios por invalidez o governo vai revisar no país
 
•  530.157 auxílios-doença que são pagos há mais de dois anos
•  1.181.442 aposentadorias por invalidez de segurados que têm menos de 60 anos
•  No total, o INSS vai convocar 1.711.599 benefícios por incapacidade pagos há mais de dois anos
 
>> Quem será chamado primeiro?
 
Auxílio-doença
 
1. Os beneficiários que recebem auxílios concedidos judicialmente e sem data para acabar
2. Quem recebe benefícios mais antigos
3. Depois, os segurados mais jovens, que recebem auxílio-doença

Aposentadoria por invalidez
 
1. Aposentados por invalidez mais jovens
2. Depois, os que recebem o benefício há mais tempo
 
Maiores de 60 anos
 
•  1,938 milhão de aposentados por invalidez com mais de 60 anos não serão convocados
•  Eles não precisam fazer a perícia, conforme mandaalei 13.063, de 2014
•  A lei não se aplica aos idosos que recebem auxílio-doença, que serão chamados
 
>> Veja o que fazer
 
1- Vá à perícia
O comparecimento pode evitar a suspensão do benefício
 
2- Prepare os exames
É importante ter exames e laudos recentes que comprovam a incapacidade (leia mais abaixo)
 
3- Benefício suspenso
Se o benefício for suspenso por falta de perícia, apresente um recurso no posto do INSS
 
4- Atrasados
Se for provado que a suspensão da renda foi um erro, o segurado voltará a receber o benefício e terá os atrasados corrigidos
 
5- Justiça
Se a tentativa de restabelecer o benefício no posto não deu certo, é hora de consultar um advogado e procurar a Justiça
 
>> Documentos importantes para levar ao INSS
 
Receitas de medicamentos
 
Não são obrigatórias, mas reforçam que o paciente está em tratamento
 
Exames
 
•  Devem ser levados todos os exames que foram solicitados pelo médico do paciente para fazer o diagnóstico da doença
•  O ideal é apresentar também o laudo do técnico; esse documento acompanha o exame
•  O laudo facilita a compreensão das imagens e dos gráficos
 
Relatório do médico
 
•  No relatório em que descreve a doença, o médico deve ser o mais claro e específico possível
•  Segundo especialistas, o relatório deve conter o número da CID (Classificação Internacional de Doença)
•  Além disso, é preciso informar se a incapacidade é temporária ou definitiva
•  Outra dica é que o profissional descreva a medicação utilizada e os efeitos colaterais
 
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