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11/09/2013 - 00h19

100 mil vagas devem deixar de ser criadas

Fonte: DCI

 
A criação de vagas no mercado de trabalho brasileiro deste ano deve ser menor. Segundo especialistas, o nível de desemprego no ano deve se manter estável em relação a 2012, entre 5,5% a 6% de taxa, mas a criação de novas vagas deve sofrer uma queda. 
 
Para o professor e especialista em mercado de trabalho, José Pastore, a criação de novas vagas deve ser menor este ano. "Devemos ter de 100 a 150 mil vagas a menos do que em 2012. A geração de emprego formal deve ficar em torno de 1 milhão a 1,2 milhão de vagas", disse. 
 
Ao ser questionado sobre a diferença entre o desempenho do mercado de trabalho neste ano, em que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mostra sinais de melhora econômica, o desemprego, segundo o especialista, não é tão influenciado pelo crescimento, mas sim pela volatilidade do nível de consumo. 
 
"No ultimo ano, o modelo de consumo estava mais ativo do que este ano. Agora, as famílias estão consumindo de uma maneira decrescente, os preços subiram e o endividamento aumentou muito. Quando esta área de consumo é afetada, a geração de empregos, que estava baseada neste modelo, também sofre". 
 
Pastore também não descarta a mudança demográfica que a sociedade brasileira vem sofrendo nos últimos anos. "Temos menos gente procurando emprego devido à queda da demografia e da fecundidade, e quando você tem menos pressão por emprego, não vai ter mais emprego", disse. 
 
O Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou nesta segunda-feira o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp). Segundo os dados, o índice teve alta de 2,6% em agosto em relação ao mês anterior, considerando o ajuste sazonal. O resultado representa uma acomodação após quedas de 1,3% e 5,7%, em junho e julho, respectivamente, sem alterar a tendência de desaceleração do ritmo de contratações da economia brasileira observada desde o último mês de abril. 
 
Segundo o pesquisador de economia aplicada do Ibre/FGV, Fenando de Holanda Barbosa Filho, o indicador acabou "devolvendo em parte aquela queda de 5,7% do mês passado, e os principais componentes que explicam essa aceleração estão atrelados ao setor de serviços. A situação atual de negócios e a tendência do futuro, ambos tiveram uma melhora, ou seja, devemos ter maior geração de empregos". 
 
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