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22/01/2020 - 08h13

88% dos brasileiros apoiam demissão de servidor público com mau desempenho

Fonte: Poder 360
 
Dados são de pesquisa Datafolha. Governo estuda fim da estabilidade.
 
 
Para 88% dos brasileiros, os servidores públicos que não fazem 1 bom trabalho deveriam ser demitidos, mostra a pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo (19.jan.2020) pela Folha de S.Paulo. Por outro lado, 58% dizem acreditar que a garantia de estabilidade faz com que eles produzam melhor.
 
Os dados mostram que são 91% os que dizem que os servidores deveriam ter seu trabalho avaliado constantemente e ser recompensados de acordo com o seu desempenho, como acontece em empresas privadas. O mesmo percentual se aplica aos que avaliam que eles precisam de apoio para se desenvolver como profissionais e realizar melhor o trabalho.
 
A pesquisa foi encomendada pela Fundação Lemann, Fundação Brava, Instituto Humanize e República.org, entidades civis que formaram uma aliança para trabalhar na melhoria da gestão pública de pessoas. Ela foi realizada de 8 a 14 de maio de 2019, com 2.086 pessoas em todo território nacional, em todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
 
 
Atualmente, funcionários públicos têm estabilidade garantida –a demissão ocorre por meio de processo administrativo burocrático. A possibilidade de mudar isso tem sido discutida pela equipe econômica do governo para o projeto de reforma administrativa.
 
Em 6 de fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro disse a jornalistas na saída do Palácio da Alvorada que o texto que o governo vai enviar ao Congresso Nacional deve retirar a estabilidade somente para os novos servidores –quem já é concursado hoje não perderia o benefício. “A gente não pode apertar o projeto nesse sentido porque muita gente vai dizer que está quebrando a estabilidade de 12 milhões de servidores, a gente não quer esse impacto negativo na sociedade”, afirmou.
 
A pesquisa mostra ainda que 72% acham que há pessoas bem preparadas em cargos importantes do governo, como direção de hospitais e de escolas. Menos da metade dos entrevistados demonstraram interesse em trabalhar em cargos de confiança do governo de suas cidades: 43%.
 
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