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16/10/2015 - 02h51

ACS e ABTL realizarão fórum para debater atividades industriais e portuárias de granéis líquidos

Fonte: Guia Marítimo

Evento foi criado devido às preocupações relacionadas a área industrial de Santos, após o incêndio que atingiu o terminal da Ultracargo

 
A ACS (Associação Comercial de Santos), em parceria com a ABTL (Associação Brasileira de Terminais Líquidos), realizará, na primeira semana de dezembro, um fórum para debater as atividades industriais e portuárias relacionadas a granéis líquidos. O objetivo é promover uma série de discussões sobre a situação atual de armazenagem dessas substâncias e apontar quais os pontos fracos e fortes da estrutura existente. E, dessa forma, buscar novas recomendações por parte das autoridades responsáveis.
 
Para o coordenador da Câmara, Miguel Jaime Sealy, a ideia é que as propostas sejam levadas ao Comitê Especial em Defesa do Meio Ambiente e da Sociedade Civil, composto pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e pelo MP (Ministério Público), para que órgão possa encaminhar ao governo as sugestões colhidas no encontro.
 
O fórum será composto por sete painéis: apresentação; classificação dos produtos armazenados e sua potencialidade e risco; discussão de normas, certificações, licenças e programas; levantamento dos recursos disponíveis para combate de sinistros; levantamento dos órgãos regulamentadores; plano para explicar como funciona o atendimento a emergências; e apresentação de propostas.
 
Os palestrantes serão técnicos especializados, selecionados pela ABTL. “Nós da Câmara Setorial estamos constantemente em contato com a diretoria da ACS, que nos aponta os interesses da coletividade comercial e da sociedade civil, na busca por melhorias para empresas e empresários da região”.
 
Vale lembrar que o incêndio que atingiu seis tanques cheios de combustíveis na área industrial de Santos, de 2 a 10 de abril deste ano, levou 192 horas para ser extinto. Apesar de não ter deixado feridos, o acidente provocou grandes danos ambientais e econômicos. Durante os nove dias de combate, os bombeiros utilizaram mais de oito bilhões de litros de água retirada do mar para resfriar os tanques. Parte da água foi contaminada e acabou sendo devolvida ao mar, o que provocou a morte de milhares de peixes. Houve também prejuízos ao setor portuário, uma vez que, para não prejudicar o tráfego de veículos na cidade, a Prefeitura restringiu a entrada de caminhões no Porto de Santos pela margem santista.
 
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