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06/12/2013 - 03h27

Aeroviários ameaçam greve geral no dia 20

Fonte: Diário de S. Paulo
 
Os aeroviários de todo o país deram, nesta quarta, um ultimato às empresas aéreas: ou elas sentam à mesa para negociar a proposta de aumento salarial ou haverá paralisações a partir do dia 20 de dezembro, véspera das festas de Natal e Ano Novo, quando o movimento nos aeroportos do país aumenta significativamente.
 
A categoria pede reajuste real de 10% em cima dos pisos e cesta básica de R$ 330 para todas as faixas.
 
Nesta quarta pela manhã, o Sindaesp (Sindicato dos Aeroviários no Estado de São Paulo) realizou uma manifestação no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, o que provou longas filas nos guichês de embarque e atendimento da companhias. O ato começou por volta das 4h30 e seguiu até as 8h30.
 
Os manifestantes  ocuparam guichês da Gol, TAM e Avianca, deixando liberados alguns terminais para o atendimento de pessoas com necessidades especiais, gestantes e idosos. Cerca de cem pessoas participaram do protesto.
 
Duas partidas, uma para o Aeroporto Santos Dumont, no Rio, e outra para Curitiba, no Paraná, foram canceladas, mas a Infraero (estatal que administra o terminal) não confirmou se havia  relação com a greve.
 
“Estamos há quase três meses discutindo o aumento salarial. Desde o ano passado as passagens tiveram aumentos abusivos e, novamente, pelo terceiro ano consecutivo, as empresas não querem dar nada de aumento real.  É uma afronta aos trabalhadores”, disse Reginaldo Alves de Souza, presidente do Sindaesp.
 
A categoria discute, no Senado, desde agosto a regulamentação da jornada de trabalho dos aeroviários. As principais reivindicações são a segurança das operações, o gerenciamento do risco de fadiga e a remuneração dos funcionários.
 
Outro lado. O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias disse, nesta quarta, após mais uma reunião frustrada,  que a oferta de 6,3% de aumento (reposição da inflação no ano) é a possível neste momento por conta da difícil situação econômica das empresas e das dívidas de quase R$ 3 bilhões acumuladas pelo setor nos últimos anos.
 
Para o sindicato patronal, ameaçar greve à véspera do Natal “só consegue angariar antipatia do público e das autoridades”.
 
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