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06/03/2013 - 03h59

Aliança com Paulinho

Fonte: Correio Braziliense



O deputado federal e presidente da Força Sindical — a segunda maior entidade trabalhista do país —, Paulo Pereira dos Santos, conhecido como Paulinho da Força, conseguiu ontem celebrar uma aliança com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), contra a Medida Provisória 595, conhecida como MP dos Portos. Em rota de colisão com o governo Dilma, inclusive com ameaça de greve dos portuários, o sindicalista aproveitou a oportunidade para defender o projeto presidencial de Eduardo em 2014. Mesmo destacando que a pauta do encontro não girou em torno da política, o pedetista admitiu que a “aliança” com o governador pode avançar.

Em entrevista à imprensa, logo após deixar a sala de reunião com o líder socialista, Paulinho destacou ser fundamental o governador de Pernambuco se colocar como candidato a presidente da República para suceder Dilma Rousseff (PT). “Eu acho importante (a candidatura de Eduardo). A gente precisa ter candidato. Ele é governador pela segunda vez, elegeu prefeito, tem prestígio no Nordeste todo, e é fundamental que ele se coloque como candidato. É lógico que não discutimos sobre isso (sucessão), mas é importante como candidato a presidente da República”, despistou.

A visita de Paulinho a Pernambuco também serviu para o pedetista abrir espaço para o governador falar para o maior colégio eleitoral do país. No dia 25 deste mês, Eduardo Campos estará presente na reunião nacional da Força Sindical, em São Paulo, justamente no momento em que a economia brasileira não está bem. “A reunião será o dia inteiro, mas convidamos o governador para estar na Força Sindical, às 14h, para falar sobre os problemas do Brasil”, informou.

Diálogo

Além de Pernambuco, Paulinho já se reuniu com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e se encontrará, na próxima semana, com os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e do Paraná, Beto Richa (PSDB), para tratar da MP dos Portos. Já o governador Eduardo Campos defendeu o diálogo com o governo federal e disse que a MP precisa ser modificada para não prejudicar a autonomia dos estados nem os trabalhadores.
 
Ligado ao PDT, partido da base aliada do governo Dilma, Paulinho da Força vem de desgastes seguidos, desde a deflagração da Operação Santa Tereza, em 2008, pela Polícia Federal, que atingiu sindicatos e prefeituras. Em seguida, as disputas internas em seu partido diminuíram o poder dele dentro da sigla. Além disso, o parlamentar pode criar sua própria legenda e passar a apoiar o governador de Pernambuco numa futura candidatura a presidente da República, em 2014. Amanhã, dirigentes da Força Sindical estarão com a presidente Dilma.

 
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