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03/06/2013 - 01h27
Aliança Pacífico preocupa exportadores e importadores
Fonte: Folha de S. Paulo

Se a Aliança do Pacífico "não tira o sono" do governo, como disse recentemente o assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, o bloco preocupa – e muito – as empresas do país que trabalham com comércio exterior.
"Já não temos preços competitivos, e agora nossos produtos não têm tarifa preferencial", afirma o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro.
O grupo formado por Colômbia, Chile, Peru e México anunciou na semana passada uma rodada de reduções tarifárias entre seus membros.
"Enquanto eles formam uma região de livre comércio e permitem acordos bilaterais com terceiros, o Mercosul só estimula as trocas internas. E ainda estamos vendo a comercialização com a Argentina minguar", diz.
"O IBGE mostrou o resultado do PIB e a queda das exportações. A tendência é que elas continuem diminuindo."
O presidente da entidade também afirma que os acordos comerciais que o Mercosul firmou até agora – com Palestina, Israel e Egito – são insuficientes.
"São poucos e para um pequeno número de produtos."
Por outro lado, a Aliança do Pacífico ganha força. Portugal e França acabaram de ser admitidos como países observadores, assim como o Paraguai. O Uruguai já tinha esse status no grupo.
"Isso sugere que eles [os países vizinhos] pensam em mudar de bloco", diz Castro.
"Hoje o Mercosul é mais ideológico que comercial. E é voltado para dentro."