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28/02/2018 - 05h53

Álvaro Dias defende que União deixe de comandar Porto de Santos

Fonte: Jornal da Orla
 
Senador é pré-candidato a presidente da República pelo Podemos

 
Pré-candidato a presidente da República pelo Podemos, o senador Álvaro Dias defende que a gestão do Porto de Santos deixe de ser feita pelo governo federal. “O porto deve ser gerido por gente mais próxima, que tenha interesse mais ligado à vida da cidade e da região”, afirmou, ao participar do programa “Ponto de Vista”, na Santa Cecília TV, na sexta-feira (23).
 
“A descentralização é imprescindível no Brasil, pela dimensão. A autonomia dos estados e municípios deve ser configurada numa reforma do sistema federativo. Além da distribuição dos recursos, está a questão da autoridade dos entes federados”, completou. 
 
Para o senador, em um futuro próximo, os portos terão ainda mais importância e precisam ser modernizados. “O mundo vai exigir mais 20% de produção em relação à atual em 2060. E 40% terá que vir do Brasil, que é o grande celeiro do mundo”, declarou durante o programa, que é comandado pelo jornalista Edgar Boturão.
 
Estado ou municípios
 
Álvaro Dias acrescentou que é preciso discutir se a gestão deva ser feita pelo Governo do Estado ou pelos municípios, “mas certamente a União deve repassar esta responsabilidade”.
 
Bônus e ônus
 
O cientista político Fernando Chagas, que também participou do programa, revelou que, de todos os tributos arrecadados no Porto de Santos, 64% ficam com o governo federal, 20% com o Estado e apenas 6% com o município. “O porto é um bônus para a cidade, pois é a principal atividade econômica. Mas também temos o ônus, que são os impactos ambientais e urbanos”, disse.
 
Nem à direita, nem à esquerda
 
O pré-candidato afirmou que a questão entre ideologias de “direita” ou “esquerda” deve ser deixada de lado. “A população não quer saber destes rótulos, dessa briga, quer solução para seus problemas. Temos que somar e caminhar adiante, à frente. O Brasil de hoje exige coesão, visão, coragem e rumo”, declarou. 
 
Segundo ele, é fundamental promover uma profunda reforma no poder público. “Precisamos de um estado mais enxuto, mais qualificado tecnicamente, mais competente, oferecendo serviços públicos de qualidade à população que paga impostos”.
 
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