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06/07/2018 - 09h51

Alvo da PF ministro do Trabalho pede demissão

Fonte: Extra 

Alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (5), Yomura foi afastado do cargo por determinação do Supremo Tribunal Federal. Novo ministro não deve ser do PTB, informou blog.


 
O ministro do Trabalho, Helton Yomura (PTB), pediu demissão do cargo nesta quinta-feira (5), informou a Presidência da República (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem).
 
Alvo da Operação Registro Espúrio, da Polícia Federal, Yomura foi afastado do cargo nesta quinta por determinação do Supremo Tribunal Federal.
 
• Valdo Cruz: Novo ministro não será do PTB
 
A operação investiga uma suposta organização criminosa integrada por políticos e servidores que teria atuado para cometer fraudes na concessão de registros sindicais pelo Ministério do Trabalho.
 
Helton Yomura foi à sede da Polícia Federal em Brasília nesta quinta-feira para ser submetido a interrogatório. Ele optou por ficar calado diante das perguntas feitas pelos investigadores.
 
Em nota, a defesa de Yomura afirmou que ele não cometeu nenhum ato ilícito e que "nega veementemente qualquer imputação de crime ou irregularidade".
 
Na carta de demissão enviada ao presidente Michel Temer (veja reprodução mais abaixo), à qual o G1 teve acesso, Yomura afirmou: "Estou ciente de que jamais pratiquei ou compactuei com qualquer ilicitude ou irregularidade nos cargos que ocupei no Ministério do Trabalho".
 
Solução do PTB
 
Advogado filiado ao PTB, Yomura chegou ao comando do Ministério do Trabalho por indicação do partido. Ex-secretário-executivo da pasta, ele também foi superinentende do Ministério do Trabalho no Rio de Janeiro.
 
Helton Yomura assumiu o ministério após Ronaldo Nogueira (PTB-RJ) pedir demissão, em dezembro do ano passado.
 
O presidente Michel Temer chegou a nomear como ministra a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), mas a Justiça barrou a posse dela.
 
Filha do ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB, Cristiane Brasil foi condenada a pagar R$ 60 mil por dívidas trabalhistas.
 
O governo chegou a recorrer, mas o PTB desistiu da indicação da deputada, em fevereiro.
 
Yomura, então, foi a solução encontrada pelo PTB e permaneceu no comando do ministério.
 
Íntegra
 
Leia abaixo a íntegra da nota da Presidência:
 
Nota à Imprensa
 
O presidente Michel Temer recebeu e aceitou o pedido de exoneração do ministro do Trabalho, Helton Yomura. O presidente agradeceu sua dedicação à frente da pasta.
 
Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República
 
Carta de demissão
 
Veja abaixo a carta de demissão enviada por Yomura ao presidente Temer:



Eliseu Padilha assume interinamente Ministério do Trabalho

Fonte: Agência Brasil
 
O chefe da Casa Civil da Presidência da República, ministro Eliseu Padilha, vai assumir interinamente o Ministério do Trabalho, no lugar de Helton Yomura. Padilha vai acumular os dois cargos. Em edição extra do Diário Oficial da União, publicado há pouco, o presidente Michel Temer exonerou Yomura e nomeou Padilha.
 
Em nota à imprensa divulgada na noite desta quinta-feira (5), o Palácio do Planalto informou que Temer recebeu e aceitou o pedido de exoneração do ministro do Trabalho. "O presidente agradeceu sua dedicação à frente da pasta", diz a nota da Secretaria de Comunicação Social da Presidência.
 
Um dos alvos da terceira fase da Operação Registro Espúrio, deflagrada hoje pela Polícia Federal (PF), o ministro Helton Yomura prestou depoimento na superintendência do órgão, em Brasília, acompanhado por seu advogado, e depôs por cerca de uma hora.
 
Em nota, o advogado do ministro, César Caputo Guimarães, confirmou que, em função das investigações, Yomura foi suspenso de suas funções no ministério e afirmou que todas as medidas jurídicas cabíveis seriam adotadas para reverter tal medida, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
 
A PF informou que o objetivo da terceira fase da Operação Registro Espúrio foi aprofundar as investigações sobre uma suposta organização criminosa suspeita de fraudar a concessão de registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho.
 
 
 
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