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05/02/2026 - 08h37

APS contesta contrato do túnel Santos-Guarujá por falta de assinaturas e ameaça aporte

APS aponta necessidade de anuência federal para validade do contrato do Túnel Santos–Guarujá
 
A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou, por meio de nota oficial, que a anuência do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e da própria APS é requisito indispensável para a validade e eficácia do contrato relacionado ao Túnel Santos–Guarujá.
 
Segundo a entidade, essa exigência se fundamenta na competência constitucional da União sobre os portos, na titularidade do MPor na formulação da política portuária, nas atribuições legais da APS e na aplicação de recursos públicos federais no empreendimento.
 
A APS ressaltou ainda que, caso realizasse o aporte financeiro de sua responsabilidade sem o cumprimento dessas condições, poderia incorrer em diversas irregularidades, como:
 
violação ao artigo 37 da Constituição Federal;
 
descumprimento da Lei nº 14.133/2021 (Lei de Licitações);
 
irregularidade perante o Tribunal de Contas da União (TCU);
 
vício de competência;
 
nulidade jurídica da obrigação assumida.
 
 
De acordo com a Autoridade Portuária, o contrato firmado ultrapassa a esfera estadual, uma vez que envolve infraestrutura com impacto direto sobre o Porto Organizado de Santos, áreas federais, operação portuária, navegação e aplicação de recursos da APS.
 
“Trata-se, assim, de ato administrativo complexo, cuja validade depende da manifestação convergente dos entes titulares de competência sobre o objeto, sobretudo o MPor e a APS”, destacou a entidade.
 
Posicionamento do Estado
 
Também em nota, a Secretaria de Parcerias e Investimentos (SPI) do Governo do Estado de São Paulo afirmou que o contrato segue o modelo aprovado no processo de concessão, cuja minuta foi amplamente divulgada desde a publicação do edital, em 9 de junho de 2025.
 
Segundo a secretaria, “o projeto é uma iniciativa conjunta entre o governo de São Paulo e a União, e eventuais manifestações institucionais seguem sendo tratadas de forma coordenada, no âmbito técnico e administrativo adequado”.
 
A reportagem solicitou um posicionamento ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), mas não obteve resposta até a última atualização.
 
FONTE: G1 - SANTOS
 
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