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06/05/2013 - 04h09
Assembleia da Unidade Portuária de Santos acontece nesta segunda-feira
Fonte: AssCom Sindogeesp

Era para ser mais uma reunião de discussões e deliberações sobre a tramitação da Medida Provisória 595 no Congresso Nacional. Entretanto, notícias vindas de Brasília levaram as lideranças dos nove sindicatos portuários que formam a Unidade Portuária de Santos a uma mudança de rumo, transformando o encontro em uma assembleia conjunta, prevista para às 9h desta segunda-feira, na sede do Sindaport.
A preocupação dos dirigentes aumentou após a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ter afirmado que o Governo não aceitaria mudanças radicais que alterassem o texto original da MP anunciada no início de dezembro do ano passado, notadamente prejudicial aos trabalhadores dos portos.
Depois de intensa mobilização e manifestações que se espalharam pelos portos estatais ao longo dos últimos cinco meses, os portuários conseguiram modificar várias cláusulas contrárias aos interesses da categoria, restabelecendo as conquistas e direitos suprimidos com a nova regulamentação dos portos.
De acordo com presidente do Sindicado dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), Everandy Cirino dos Santos, a assembleia terá como pauta principal a elaboração de um calendário de eventos, inclusive a paralisação das atividades. "Não dá para bobear com um governo nada confiável, e por isso temos que permanecer atentos a qualquer mudança que possa prejudicar os portuários, avulsos e empregados das Companhias Docas".
Com o apoio de vários parlamentares, governadores, prefeitos, centrais sindicais e até do Ministério Público do Trabalho (MPT) e capitaneados pelos sindicatos de Santos, os portuários conseguiram reverter um quadro totalmente desfavorável durante audiência realizada no último dia 24, em Brasília, com o relator da MP e líder governista, senador Eduardo Braga (PMDB-AM).
As alterações obtidas naquela ocasião desagradaram o Executivo, que ameaçou vetar os artigos modificados pelo relator a pedido dos trabalhadores. "Se ela realmente fizer isso estará cometendo um ato de irresponsabilidade, aliás, mais um de sua desastrada gestão na questão portuária, e qualquer paralisação nos portos nacionais será por culpa exclusiva dela", disse o presidente do Sindicato dos Operadores de Guindastes e Empilhadeiras (Sindogeesp), Guilherme do Amaral Távora.
A Unidade Portuária é composta, além do Sindogeesp, pelo Sindicato dos Operários (Sintraport), Conferentes de Carga, Descarga e Capatazia, Consertadores, Empregados na Administração Portuária (Sindaport), Trabalhadores de Bloco, Vigias Portuários, Rodoviários e Estivadores. O deputado federal, Paulo Pereira da Silva (PDT/SP), confirmou presença no encontro.