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14/03/2013 - 02h13
Assembleia vai discutir negativa do Sopesp em negociar
Fonte: AssCom Sindogeesp

Aos poucos vai aumentando as chances do Porto de Santos sofrer uma nova paralisação de suas atividades em razão da ausência de uma norma coletiva de trabalho. Depois do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), mais duas entidades representativas de trabalhadores portuários realizam assembleia na manhã desta sexta-feira para avaliarem a recusa do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) em negociar os termos de um instrumento normativo com as categorias.

Aos poucos vai aumentando as chances do Porto de Santos sofrer uma nova paralisação de suas atividades em razão da ausência de uma norma coletiva de trabalho. Depois do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), mais duas entidades representativas de trabalhadores portuários realizam assembleia na manhã desta sexta-feira para avaliarem a recusa do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) em negociar os termos de um instrumento normativo com as categorias.
A reclamação das lideranças sindicais recai sobre a estratégia jurídica utilizada pelo sindicato patronal, que desde 2009 não firma acordo ou convenção coletiva de trabalho com os portuários, forçando assim o impasse e o direcionamento das negociações aos tribunais. A opção vem dando resultados para a classe patronal uma vez que os juízes do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e Tribunal Superior do Trabalho (TST) entendem pela extinção do processo quando uma das partes discorda com a instauração do dissídio coletivo.
Para o presidente do Sindicato dos Operadores de Guindastes e Empilhadeiras (Sindogeesp), Guilherme do Amaral Távora, a postura adotada pela direção do Sopesp revela o descaso da entidade. "É lamentável que a situação tenha chegado a esse ponto, pois corremos o sério risco de perder nossa data-base, piso salarial e outras referências em termos de conquistas obtidas ao longo de muitos anos, diante da possível extinção de um processo trabalhista, como perdemos em 2010 sem o julgamento do mérito."
A reabertura das negociações foi pleiteada pelo sindicalista junto ao Sopesp na tarde desta quarta-feira. "Estive reunido com a direção executiva e pedi a reabertura das negociações para o bem das relações profissionais e do próprio ambiente de trabalho", disse Guilherme. Ele reclama que a ausência de diálogo se estende às câmaras setoriais que compõem a entidade empresarial. "O seguimento do contêiner não negocia, o da carga geral também, assim como o do granel e os demais, e o descaso é geral".
O desinteresse da classe patronal em negociar com os sindicatos portuários também é bastante criticado pelo presidente do Sindicato dos Conferentes de Carga, Descarga e Capatazia do Porto de Santos, Marco Antônio Sanches. “A atitude é inusitada e no mínimo estranha, sobretudo pelas declarações da direção do Sopesp, que vem a público afirmar que está negociando com os trabalhadores". De acordo com o conferente, se houvesse negociação não haveria necessidade das categorias convocarem assembleias.
Segundo o dirigente, o sindicato patronal não respondeu nenhum dos ofícios encaminhados pelos portuários com as pautas reivindicatórias referentes a convenção coletiva de trabalho de 2013. "Já estamos em março e até agora continuamos sem qualquer manifestação ou indicativo de que as negociações serão efetivamente realizadas, o que seria normal em qualquer relação capital e trabalho".