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06/08/2014 - 01h31
ATP critica aplicação imediata de novas leis
Fonte: Petronotícias
Impulsionadas pela aprovação da Lei dos Portos, em 2013, empresas que atuam na área de Terminais Portuários Privados decidiram se unir para defender seus interesses. O presidente da Associação dos Terminais Portuários Privados (ATP), Murillo Barbosa, disse que a associação buscará garantir a segurança jurídica do setor portuário e defender a liberdade de contratação de mão de obra. Segundo ele, a entrada em vigência de novas leis, cuja aplicação nos contratos vigentes é imediata, deveria ser negociada com as empresas.
Impulsionadas pela aprovação da Lei dos Portos, em 2013, empresas que atuam na área de Terminais Portuários Privados decidiram se unir para defender seus interesses. O presidente da Associação dos Terminais Portuários Privados (ATP), Murillo Barbosa, disse que a associação buscará garantir a segurança jurídica do setor portuário e defender a liberdade de contratação de mão de obra. Segundo ele, a entrada em vigência de novas leis, cuja aplicação nos contratos vigentes é imediata, deveria ser negociada com as empresas.
Criada em 2013, a ATP conta com 19 membros: Vale, VLI Logística, Bunge, Cargill, Ronav, Transpetro, MRN, Odebrecht, Porto Itapoá, Portocel, Portonave, Samarco, Teporti, Thyssenkrupp, Bertolini, Porto do Chibatão, Ferrous, Hermasa e Zamin.
Com quais objetivos foi criada a ATP?
A associação que representa o maior número de terminais portuários ainda é a Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP). Mas, com o surgimento da Lei dos Portos, em 2013, algumas empresas sentiram a necessidade de criar uma associação que defendesse melhor seus interesses. Como o novo marco regulatório priorizou os terminais privados, a tendência é que surjam investimentos grandes. Por isso, é necessário que essas empresas se organizem para promover ações que garantam a estabilidade do ambiente legal e a segurança jurídica do setor, o que é fundamental para os investidores.
Sobre essas questões jurídicas, que problemas vocês identificam e que soluções defendem?
Antes da Lei dos Portos, a vigência de uma autorização era indeterminada e, agora, dura 25 anos. Mas o contrato de adesão ainda é precário e alguns pequenos pontos têm que ser trabalhados, como a questão do direito adquirido. Foi definido que as novas leis terão aplicação imediata nos contratos vigentes. Nós consideramos que essa questão deve ser negociada e já estamos em discussão com a Associação Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) sobre isso.
Quais são as reivindicações da ATP quanto à contratação de mão de obra?
A lei 8630, mais antiga, já garantia liberdade de contratação de mão de obra para os terminais e a multifuncionalidade dos trabalhadores, o que sempre foi contestado pelos sindicatos. A Lei dos Portos retrocedeu ao estabelecer que cada categoria tenha sua representação sindical, o que dificulta para negociar. Também não concordamos com a pressão que esses sindicatos exercem para que se faça uma lei para impor a contratação de avulsos. Os empregados já contam com todas as garantias exigidas pela lei.
Quais são os investimentos mais prioritários para o setor atualmente?
Os terminais privados se utilizam da infraestrutura do porto organizado e pagam por isso. Dessa forma, os serviços têm que corresponder ao que é pago e é de responsabilidade do governo investir nessa área.
Como você avalia a integração da logística nacional relacionada ao setor portuário?
Esse assunto ainda não entrou em pauta dentro da ATP. Trata-se de um problema maior, de carência de investimentos, e que afeta o Brasil inteiro. No momento, estamos nos dedicando a ampliação dos terminais.
Qual foi a importância da Lei dos Portos para os avanços na logística portuária?
A lei trouxe muito conforto para os terminais privados, mas a parte da obtenção de outorga ficou mais burocratizada. As questões do porto organizado ficaram muito centralizadas para a Antaq e para a Secretaria dos Portos (SEP). Também foi mantida a restrição para o surgimento de novos terminais privados dentro do porto organizado, o que é justo.






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