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28/02/2013 - 01h45
Audiência pública: ingresso do Settaport nas negociações desagrada sindicatos portuários
Fonte: AssCom Sindogeesp

A audiência pública realizada na tarde desta quarta-feira no Congresso Nacional, em Brasília, para avaliar a MP 595 gerou protestos e causou o descontentamento dos trabalhadores portuários. O motivo da insatisfação foi a inclusão do Settaport (Sindicato dos Transportes Terrestres em Transportes Aquaviários e Operadores do Estado de São Paulo) no grupo formado para discutir o novo marco regulatório.

A audiência pública realizada na tarde desta quarta-feira no Congresso Nacional, em Brasília, para avaliar a MP 595 gerou protestos e causou o descontentamento dos trabalhadores portuários. O motivo da insatisfação foi a inclusão do Settaport (Sindicato dos Transportes Terrestres em Transportes Aquaviários e Operadores do Estado de São Paulo) no grupo formado para discutir o novo marco regulatório.
A participação da entidade laboral foi bastante questionada pelos sindicatos presentes, sobretudo os de Santos. "Foi uma manobra traiçoeira e de bastidores que permitiu a participação na mesa de negociação de uma entidade que entendemos ser alheia a atividade portuária", disse o presidente do Sindicato dos Estivadores, Rodnei Oliveira da Silva.
Ao lado das demais lideranças, Rodnei se mostrou decepcionado com os critérios que viabilizaram o ingresso do Settaport. "Criaram na hora um mecanismo de votação entre as representações para avaliar o ingresso ou não de um sindicato estranho ao seguimento, que acabou aceito com as bênçãos de alguns caciques do PT".
A boa notícia foi o aceite por parte do relator da MP, Eduardo Braga (PMDB-AM), do representante do Ministério Público do Trabalho, Maurício Coentro Paes de Melo, chefe da Coordenadoria Nacional do Trabalho Portuário e Aquaviário (Conatpa) na comissão de trabalho, reivindicado pelos portuários santistas.
Para o presidente do Sindicato dos Operadores de Guindastes e Empilhadeiras (Sindogeesp), Guilherme do Amaral Távora, os trabalhadores ganharam um aliado. "O promotor se colocou ao lado dos portuários por discordar de algumas cláusulas da MP que retiram os direitos da categoria, e por isso solicitamos sua participação no grupo de trabalho".
Um calendário de audiências será divulgado pela assessoria do relator, e deverá atender os diversos setores interessados no desenrolar do processo negocial. No próximo dia 6, uma nova audiência será realizada com a presença somente das federações de sindicatos portuários. Na segunda semana de março, com data a definir, acontece outro encontro, desta vez com a participação do seguimento empresarial.