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17/11/2016 - 03h57
Auditores da Receita Federal voltam a protestar em Santos, SP
Fonte: G1 Santos
Eles pedem a aprovação dos destaques propostos pelo sindicato. Eles são contra as modificações na PL que trata da recomposição salarial.


Os Auditores Fiscais da Receita Federal de Santos, no litoral de São Paulo, protestaram, na manhã desta quarta-feira, na delegacia da Receita Federal na cidade.
A mobilização foi realizada pela aprovação dos destaques propostos pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional).
A mobilização foi realizada, também, pelo não cumprimento do acordo firmado com o governo e contra as modificações propostas pelo relatório do deputado Wellington Roberto (PR-PB) para o Projeto de Lei 5864/16, que trata da recomposição salarial e da regularização de normas que garantem a independência e a autonomia do trabalho da categoria.
Segundo o Sindifisco-Santos, o acordo fechado em março deste ano vem sendo desfigurado na Câmara dos Deputados. Caso o relatório seja aprovado da maneira como está, a categoria entende que a Receita Federal corre o risco de sofrer um verdadeiro desmonte, além de ficar à mercê de interferências políticas.
Os auditores fiscais da Receita Federal cruzarão os braços nesta quarta e quinta-feira. Eles se reuniram em frente à Delegacia da Receita Federal com faixas e cartazes. O ato coincide com a data prevista para a votação do relatório do Projeto de Lei na Câmara dos Deputados.
Durante o período de greve, no Porto de Santos serão liberados somente cargas vivas, perigosas, medicamentos, perecíveis, urnas funerárias e fornecimento de bordo. Já na Delegacia da Receita Federal serão paralisadas as atividades de fiscalização, lançamento de créditos tributários, concessão de isenções e restituições tributárias e julgamento de recursos.
Em Santos, há cerca de 180 Auditores, 120 na Alfândega e 60 na Delegacia da Receita Federal. De acordo com o sindicato, as seguidas greves da categoria já impediram a liberação de mais de 10 mil contêineres e um atraso na arrecadação estimado R$ 1 bilhão. Na delegacia, deixaram de ser lançados R$ 163 milhões em tributos e contribuições.