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06/04/2018 - 15h45

Avulsos do Porto de Santos voltam a protestar contra intervalo de 11h

Fonte: A Tribuna On-line
 
Categorias realizam passeata na manhã desta sexta-feira até sede do Sopesp

 
Teve início na manhã desta sexta-feira (6), por volta das 10h10, novo protesto realizado pelos trabalhadores avulsos do Porto de Santos, que reclamam do intervalo de 11 horas imposto pelo Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp).
 
Seis categorias de portuários que deixam de atender aos chamados do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) desde segunda-feira (2) participam da passeata pelo Centro de Santos, que partiu do sindicato de cada uma das categorias. Os manifestantes são sindicalistas e funcionários de bloco, da capatazia e estiva, operadores de guindastes e empilhadeiras, consertadores e vigias de bordo.
 
O protesto contou com manifestantes em cima de motos que chegaram a bloquear a Rua João Pessoa. Na sequência, por volta das 10h45, os manifestantes se reuniram na Praça Mauá, de onde saíram cerca de uma hora depois em direção à sede do Sopesp, na Rua Amador Bueno, para entregar uma pauta de reivindicações. Parte dos manifestantes chegou a ocupar as escadarias do Paço Municipal.
 
Rojões e faixas chamaram atenção para a causa defendida pelas categorias. Até uma ambulância do Sindicato dos Operários Portuários (Sintraport) faz parte do protesto, com a sirene ligada.

 
Querem conversar
 
O presidente do Sintraport, Claudiomiro Machado, o Miro, diz que "a ideia é garantir uma conversa com os empresários, mesmo que seja outro dia". "Queremos sentar e discutir as excepcionalidades”, afirma.
 
Já o presidente do Sindicato dos Estivadores, Rodnei Oliveira da Silva, o Nei, diz que as excepcionalidades fazem parte de acordos e convenções coletivas de trabalho. “Queremos respeito e garantia de trabalho e ganho após o intervalo”.
 
Nei avalia como 'positivo' o balanço relacionado à paralisação dos avulsos. "As empresas do Porto falam que estão tendo prejuízo com a nossa paralisação, mas quem deixa de ganhar são os trabalhadores, que estão parados. Queremos negociar", afirma.

 
Segundo Paulo Antônio da Rocha, vice-presidente do Sindicato dos Operadores em Aparelhos Guindastescos, Empilhadeiras, Máquinas e Equipamentos Transportadores de Carga dos Portos e Terminais Marítimos e Fluviais do Estado de SP (Sindogeesp), a categoria conseguiu nesta sexta uma liminar na Justiça do Trabalho que impede o Ogmo de implantar à obrigatoriedade de 11 horas.
 
"Como é uma decisão liminar, pode perder a validade a qualquer momento e por isso estamos aqui participando da manifestação", diz Rocha. Os trabalhadores vinculados ao Sintraport também possuem liminar contra o intervalo de 11 horas.
 
Procurado sobre a paralisação, o Sopesp enviou na quinta-feira (5) nota à Reportagem onde diz que lamenta e aponta ser contra a legislação em vigor. “O Sopesp cumpre a lei que determina a observância do descanso de 11h entre jornadas de trabalho”.
 
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