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25/01/2017 - 11h09

Baixada Santista perdeu 19,5 mil empregos em 2016, aponta Caged

Fonte: A Tribuna On-line
 
Número é 24,6% maior do que em 2015, quando 15,7 mil postos foram fechados na região

 
Se o desemprego assombra o País, ele é ainda mais assustador na Baixada Santista. Em 2016, a região perdeu 19.573 postos de trabalho formais, com carteira assinada. De janeiro a dezembro do ano passado, as nove cidades registraram 124.140 desligamentos, contra 104.567 admissões. O montante é 24,6% maior do que em 2015, quando 15.704 vagas foram fechadas (138.164 demissões e 122.460 admissões).
 
Enquanto isso, os números estaduais e nacionais se mostraram mais satisfatórios, porque houve diminuição no total de postos encerrados. No Estado de São Paulo, foram 391,4 mil vagas perdidas em 2016, 16,9% menos do que em 2015 (471.588). 
 
Em todo o Brasil, o mercado fechou 1,3 milhão de colocações no ano passado, total que é 14,3% mais baixo do que em 2015 (1,5 milhão). Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.
 
Perdendo força
 
Para o economista Adalto Corrêa, a Baixada Santista sente muito os impactos da crise econômica por ser uma região portuária e industrial muito ligada ao resto do País. “A indústria está perdendo força em todo o Brasil, é esperado que aqui apresente esse resultado até pior”, opina Corrêa, lembrando que a região foi responsável por 5% das vagas fechadas no Estado.
 
Santos foi a cidade que mais eliminou empregos em 2016 – 7.928 (46.508 contratações e 54.436 demissões), seguida por Cubatão (-6.570), Guarujá (-1.943) e São Vicente (-1.932). O único resultado positivo foi em Bertioga, com 130 vagas a mais – contratou 4.380 trabalhadores e demitiu 4.250.
 
Setores
 
O ramo mais afetado em 2016 foi o de Serviços, com a eliminação de 8.853 empregos. O município que mais fechou vagas nesse setor foi Santos, com corte de 5.186 postos de trabalho (29.424 admissões e 34.610 desligamentos). Cubatão veio logo em seguida, com 1.539 empregos a menos (3.651 contratações e 5.190 demissões).
 
A Indústria de Transformação acabou com 4.265 na Baixada Santista. Nessa área, Cubatão teve o pior desempenho: 3.142 vagas fechadas (693 admissões e 3.835 desligamentos). Guarujá acabou com 597 empregos e Santos, com 403. Outras áreas muito afetadas foram Construção Civil (4.081) e Comércio (1.746).
 
Reação em cadeia
 
O economista José Pascoal Vaz acredita que a desativação de parte da produção da Usiminas, em Cubatão, gerou uma reação negativa em cadeia que afetou não somente os desempregados da companhia.
 
“Quando uma empresa desse porte fecha, o impacto é muito forte. Resultou no fechamento de várias empresas que trabalhavam para ela, que usavam subprodutos dela. Além disso, o pessoal desempregado fica sem dinheiro e o setor de serviços e comércio também sofrem".
 
Brasil
 
O País fechou 1.321.994 de postos formais de trabalho no ano passado. O corte de vagas, apesar de ser menor que o de 2015 (quando o saldo foi negativo em 1,542 milhão, o pior da história), mostra que 2016 ainda foi um ano ruim para mercado de trabalho. 
 
O resultado, porém, foi melhor do que as estimativas de analistas do mercado financeiro, que esperavam o fechamento de 1,33 milhão a 1,5 milhão de vagas.
 
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