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26/03/2018 - 07h53
Baixada Santista perdeu 423 postos de trabalho em fevereiro, aponta Caged
Fonte: A Tribuna On-line
Apesar dos números negativos, o ritmo de demissões apresenta queda de 53% em relação a igual período de 2017


Na contramão dos sinais de retomada da economia brasileira, o mercado de trabalho regional encerrou fevereiro, mais uma vez, no vermelho. As nove cidades da Baixada Santista registraram o fechamento de 423 postos com carteira assinada. Foi o segundo mês consecutivo em que os desligamentos superaram as contratações. Porém, apesar dos números negativos, o ritmo de demissões apresenta queda de 53% em relação a igual período de 2017.
De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, a região verificou em fevereiro 8.880 admissões e 9.303 demissões. No mesmo mês de 2017, as nove cidades eliminaram 900 empregos com carteira assinada – diferença entre as 8.467 contratações e 9.367 desligamentos.
Conforme especialistas ouvidos por A Tribuna, os primeiros dos meses do ano têm elevado número de demitidos devido na região ao término dos contratos temporários criados no verão. De fato, os números foram puxados pela demissão nos setores de comércio e serviços ligados à hotelaria e ao turismo.
Contribuiu para a perda de vagas com carteira assinada em fevereiro o balanço verificado em Guarujá (-402 vagas), Bertioga (-269), Cubatão (-213) e Itanhaém (-157). “O fechamento de vagas sazonais e a lenta recuperação no segmento de serviço explicam os números”, sustenta o economista Fernando Chagas.
Na esteira da reforma trabalhista, em vigor desde novembro, as outras cidades da região tiveram mais pessoas empregadas do que demitidas. Santos liderou a criação líquida de vagas com carteira assinada em fevereiro, com saldo de 441 postos de trabalho.
Operador de telemarketing (272) e setores da Educação (220) são as áreas que mais empregaram no Município. O resultado é o melhor para o mês em quatro anos – o último valor positivo foram registrado em 2014, antes de a crise econômica nacional explodir.
“Estamos num ambiente otimista de recuperação, ainda que lenta e gradual”, resume Ronaldo Ferreira Silva, chefe do Departamento de Empreendedorismo e Emprego da Prefeitura de Santos.
Menor ritmo de demissões
Conforme o Caged, o ritmo de demissões na Baixada Santista apresenta queda de 39,4% na comparação do primeiro bimestre desse ano com o igual período passado. De janeiro a fevereiro desse ano, as cidades verificaram deficit de 1.721 vagas no mercado formal.
“Os números negativos ainda são reflexos da sazonalidade, algo inverso ao crescimento verificado em outubro, quando se iniciam as contratações temporárias”, explica Silva.
Guarujá (-607), São Vicente (-473), Bertioga (-351) e Praia Grande (-180) verificaram a maior quantidade de postos eliminados entre janeiro e fevereiro. O tímido destaque positivo para o período ficou por conta de Peruíbe (12 vagas criadas), Mongaguá (9) e Cubatão (8).
Contudo, em janeiro e fevereiro de 2017, a retração do mercado de trabalho foi ainda maior. Juntas, as nove cidades tiveram uma queda de 2.841 vagas no mercado formal.
O economista Fernando Chagas avalia que os dados do Caged indicam leve melhora do mercado de trabalho regional.
“As previsões são de crescimento entre 2,5%e 3% na economia brasileira. Com inflação baixa e redução das taxas de juros, projeta-se maior volume de contratações. Essa recuperação não vai ser rápida na Baixada, Por aqui, haverá uma melhora gradual e lenta”.
