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21/12/2017 - 09h11
Brasil é 9º no ranking de pessoas acima dos 65 anos que trabalham
Fonte: M.JC.NE
No ranking, o Brasil perde apenas para países asiáticos, orientais, Nova Zelândia e Estados Unidos


De acordo com uma pesquisa realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil ocupa o 9º lugar no ranking do país em que os idosos, na faixa etária entre 65 e 69 anos, permanecem ativos profissionalmente.
Segundo dados da pesquisa de 2016, 28,1% dos brasileiros incluídos nessa faixa etária ainda trabalham. No ranking, o Brasil perde apenas para países asiáticos, orientais, Nova Zelândia e Estados Unidos.
Dados
O primeiro lugar no ranking é da Indonésia, com 50,6% da população idosa ativa. Em segundo, Coreia do Sul, com 45,0%; terceiro Japão, com 42,8%; quarto, Nova Zelândia, com 42,6%; quinto, Israel, com 39,3%; sexto China, com 36,00%; sétimo Índia, com 35,8% e oitavo Estados Unidos da América, com 31,00%.
O ranking não leva em consideração a idade de aposentadoria e os diferentes regulamentos que obrigam as pessoas a se aposentarem. Na Coréia do Sul, a idade média de aposentadoria para homens é de 72 anos e 70,2 anos para homens no Japão. No Brasil, a idade mínima para aposentadoria por idade permanece 65 anos para homens e 60 para mulheres.
Reforma da Previdência no Brasil
Contrariando o discurso otimista do governo, lideranças de partidos da base aliada avaliam que o adiamento da votação da reforma da Previdência para fevereiro de 2018 reduz as chances de aprovação da proposta. A avaliação é de que a proximidade com as eleições de outubro do próximo ano aumenta a resistência dos parlamentares, que temem desgaste eleitoral.
Governistas acreditam que somente a propaganda a favor da reforma tem o poder de mudar esse cenário, desde que atinja o efeito esperado pelo governo de diminuir a rejeição entre a população e, consequentemente, dos deputados à proposta. Nesse cenário, veem ainda como determinante uma sinalização mais forte do Senado de que votará a reforma e que o texto aprovado pelos deputados não será alterado, para não ter de retornar à Câmara.
O Placar da Previdência, elaborado pelo Estado, aponta que 247 deputados são contrários ao texto da reforma, mesmo depois das modificações feitas pelo governo. São necessários 308 votos para aprovar a proposta em dois turnos na Câmara, mas apenas 73 deputados se dizem a favor. Outros 193 se declararam indecisos ou não quiseram abrir o voto.
"Esqueça Previdência para o próximo ano. Se não consegue esse ano, imagina no próximo, que é ano eleitoral", disse o 1.º vice-presidente da Câmara, deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG). A opinião é compartilhada pelo líder do PR na Casa, deputado José Rocha (BA), que comanda o quarto maior partido da base, com 37 deputados.