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22/11/2018 - 07h27

Brasil gera 57,7 mil vagas formais em outubro, mas geração de empregos perde fôlego

Fonte: O Globo
 
Segundo dados do Caged, Rio continua a demitir, registrando saldo negativo de 847 postos


 
O mercado formal de trabalho registrou em outubro a geração líquida (admissões menos demissões) de 57.733 empregos, pelo quarto mês consecutivo. Mas o resultado ficou abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, que foi de 76.599 postos. Entre janeiro e outubro deste ano, foram abertas 790.579 vagas com carteira assinada, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.
 
Já o emprego formal no Rio, depois de uma leve recuperação nos últimos meses, voltou a demitir em outubro e registrou saldo negativo de 847 postos.
 
Em setembro, o mercado formal  de trabalho gerou 137.336 postos. Foi o melhor resultado para o mês dos últimos cinco anos, quando foram criados 211.068 empregos formais.
 
No mês passado, os empregos com carteira assinada foram puxados pelo comércio, que respondeu por 34.133 postos. Em seguida, ficaram o setor de serviços, com saldo positivo de 28.759, indústria de transformação, com 7.048 e a construção civil, com 560 vagas. Já a agropecuária apresentou resultado negativo de 13.059, devido ao período de entressafra.
 
De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o melhor resultado para meses de outubro foi registrado em 2009, com a criação de 230.956 postos e o pior em 2015, quando foram eliminados 169.131 empregos.
 
O resultado do mês passado ficou abaixo das previsões de especialistas. O especialista Rodolfo Torelly do site Trabalho Hoje observou que todos os setores apresentaram saldo abaixo da média.
 
- O resultado geral ficou abaixo do mesmo período do ano passado. Isso mostra que o mercado está reagindo lentamente e ainda não apresentou o dinamismo necessário - afirmou Torelly.
 
Segundo o Caged, os estados que mais contrataram foram São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Ceará e Alagoas. Entre os que mais demitiram estão Goiás, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima.
 
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