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11/09/2018 - 02h08
Brasileiros recolhem R$ 1,6 trilhão no ano até o último sábado
Fonte: DCI
No último sábado, às 21 horas, o placar eletrônico Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), registrou o total recolhido de R$ 1,6 trilhão de tributos pagos pela população no ano.
Esse recolhimento – que é possível ser visto no centro da capital paulista – é tudo que os brasileiros colaboram em impostos, taxas e contribuições para a União, os estados e os municípios.
De acordo com a ACSP, em 2017, esse valor foi atingido 23 dias depois (dia 2/10) na comparação com 2018. “Esse avanço da arrecadação revela que o problema das finanças públicas não está do lado da receita: está do lado dos gastos. Por isso, o consumidor que será eleitor nos dias 7 e 28 de outubro precisa acompanhar de perto a aplicação dos recursos e exigir que os governos utilizem o dinheiro para melhorar os serviços públicos”, sugere Marcel Solimeo, economista da ACSP, por meio de nota.
“Esperamos que, diante dessa marca de R$ 1,6 trilhão, os candidatos tanto ao Executivo quanto ao Legislativo vejam que não há espaço para mais elevação de imposto. E que as discussões foquem no equacionamento do gasto público e na implantação das reformas necessárias, especialmente a da Previdência”, acrescenta Solimeo, na mesma nota.
Ele explica que o aumento arrecadatório em 2018 reflete a recuperação da economia, mesmo que esteja fraca, e o maior faturamento com itens altamente tributáveis, como energia e veículos. “A inflação também contribuiu para o resultado, embora não esteja tão elevada”, entende.
Confirmação
De fato, o recolhimento de impostos federais, neste ano até julho, avançou 7,74% em termos reais (corrigido pela inflação), ao alcançar R$ 843,870 bilhões. Somente no sétimo mês de 2018, essa arrecadação aumentou 12,83% (também acima da inflação), para R$ 129,615 bilhões. Foi o maior valor em sete ano para julho, de acordo com os últimos dados divulgados pela Receita Federal do Brasil.
O fisco informou que foi, ainda, o nono mês seguido de crescimento real em relação a igual período de 2017.
A explicação para esse movimento, em linha como o economista da ACSP se refere ao recolhimento total do País, é o reaquecimento da atividade, mesmo que fraco. Mas existem outros fatores que colaboraram como aumento da fiscalização da Receita, alta nos parcelamentos de dívidas, como o Refis, e contribuições extraordinárias, que, no caso de julho, maior arrecadação com royalties de petróleo.






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