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15/02/2016 - 03h26

Cai o número de empresas autuadas por falta de FGTS

Fonte: Folha de S. Paulo
 
Em 2015, o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) auditou um número menor de empresas que não recolheram o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) dos seus funcionários do que em anos anteriores.
 
O volume de dinheiro que deveria ter sido depositado e não foi chegou a R$ 2,23 bilhões, o que representa 15% a menos do que em 2014.
 
A vigilância menos intensa acontece porque há um número menor de auditores, diz Luiz Henrique Lopes, diretor de fiscalização do MTE.
 
"Se tivéssemos mais 5.000 auditores, o resultado triplicaria. No meio rural, nossa atuação caiu porque não temos perna para chegar."
 
AUSÊNCIA - Faltas no FGTS
 
As empresas fiscalizadas empregam quase 10 milhões de pessoas. Em 2014, eram mais de 14 milhões.
 
Os auditores adotaram a estratégia de buscar empresas maiores e abandonaram a fiscalização dos negócios de menor porte.
 
"Fazemos cruzamentos com a Rais (Relação Anual de Informações Sociais), pois nela o empregador informa a massa salarial e quantos empregados tem. Traçamos uma estimativa de quanto ele desembolsaria com o FGTS e quanto ele recolheu de fato."
 
Após as notificações, R$ 271 milhões foram depositados no fundo. Isso representa 10% do total devido.
 
A quantidade não depositada identificada deverá ser maior em 2016, afirma Lopes. "Será um ano de resultados significativos. Com a crise, a tendência é que a falta de recolhimento cresça."
 
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