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23/12/2013 - 04h02
Cargos operacionais vão liderar contratações no país
Fonte: Valor Econômico
Mais da metade das empresas brasileiras pretende contratar em 2014, em especial para cargos da área de operações, segundo uma pesquisa da empresa de recrutamento Michael Page. O levantamento com 614 executivos do México, Colômbia, Chile, Argentina e Brasil mapeou as perspectivas desses profissionais em relação à economia e ao desempenho das suas organizações no próximo ano.
Mais da metade das empresas brasileiras pretende contratar em 2014, em especial para cargos da área de operações, segundo uma pesquisa da empresa de recrutamento Michael Page. O levantamento com 614 executivos do México, Colômbia, Chile, Argentina e Brasil mapeou as perspectivas desses profissionais em relação à economia e ao desempenho das suas organizações no próximo ano.
No Brasil, 55% dos executivos apontaram que suas companhias têm planos de contratar em 2014, número um pouco maior do que a média latino-americana, de 49%. Entre os brasileiros, 67% pretendem contratar profissionais das áreas de operações, 42% para cargos de vendas e 25%, de finanças.
Quando questionados sobre o aumento dos investimentos das suas organizações, os executivos brasileiros apresentaram previsões similares à média latino-americana, mas estão mais pessimistas do que em 2013. Para 45%, o volume de investimentos deve ser maior em 2014, sendo que em 2013 esse número passava da metade (56%). Outros 32% preveem um volume igual ao de 2013, e 23% acham que os investimentos serão menores do que 2013. A prioridade desses investimentos será a melhoria da infraestrutura técnica e compra de sistemas, segundo a maior parte dos respondentes brasileiros (42%). O número, similar ao registrado na América Latina como um todo, revela o foco das empresas no aumento da produtividade.
Os executivos brasileiros e argentinos são os profissionais com as apostas mais pessimistas em relação aos indicadores macroeconômicos dentre os países pesquisados. Aqui, apenas 26% acreditam que o PIB deve aumentar em relação a 2013, e 40% acham que a inflação deve aumentar no próximo ano. Na Argentina, 62% acham que a taxa de desemprego deve aumentar em 2014, na comparação com 2013, e 50% preveem aumento da inflação. Na Colômbia, por exemplo, 45% dos profissionais esperam aumento do PIB, e apenas 23% acham que a inflação vai piorar no próximo ano.