Notícias
26/06/2017 - 07h10
Casos de assédio sexual caem na Justiça de SP
Fonte: Folha de S. Paulo
Os processos por assédio sexual que foram protocolados na Justiça do Trabalho da Grande São Paulo caíram neste ano, indica o Tribunal.
O número de ações vem em queda desde 2014. No ano passado, foram 22% registros a menos que em 2015.
A tendência se mantém em 2017 —até agora, os casos registrados no tribunal são 36% do total de 2016.
A questão preocupa as empresas porque elas podem ser responsabilizadas, especialmente se ficar provado que a diretoria não adotou medidas para impedir o assédio.
"A vítima escolhe se processa o assediador ou a empresa, e isso fez com que se desse mais atenção ao tema nos últimos anos", diz Daniela Mori, juíza do TRT2 (tribunal regional paulista).
Uma história como a do Uber, onde uma acusação foi um dos itens que contribuíram para a queda de dois executivos importantes, ajuda a ilustrar o ponto, afirma Otavio Pinto e Silva, advogado trabalhista do Siqueira Castro.
"As empresas têm dado mais treinamentos a quem assume postos de chefia. Há um esforço para que o assédio sexual não seja visto como algo normal", diz ele.
NOVOS PROCESSOS - Ações por assédio sexual em empresas na Grande São Paulo e Baixada Santista
NOVOS PROCESSOS - Ações por assédio sexual em empresas na Grande São Paulo e Baixada Santista