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30/08/2013 - 02h41
Centrais dizem que vão fechar vias e comércio na Baixada
Fonte: G1 / Santos
As manifestações organizadas por centrais na Baixada Santista, para esta sexta-feira, devem começar logo cedo. Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, as entidades informaram que os protestos vão paralisar vias, o comércio e as atividades dos trabalhadores em geral na região. Ao final da manhã, a mobilização termina com um ato unificado na Praça Mauá, em Santos, a partir das 12 horas. O horário exato de início dos protestos não foi divulgado.
Na quarta-feira, as centrais sindicais convocaram uma entrevista coletiva para confirmar a paralisação desta sexta, mas sem adiantar detalhes do movimento. "Não vão circular mercadorias, não vai ter produção e os trabalhadores vão cruzar os braços", disse, na ocasião, o presidente do Sindicato dos Bancários, Ricardo Saraiva, o Big.
Os sindicalistas advertem a população para que não saia de casa ''porque vai ficar presa no trânsito'', diz a nota. ''Apenas as ambulâncias e bombeiros terão passagem livre. A paralisação é o único jeito dos trabalhadores terem suas pautas aprovadas no Congresso Nacional'', aponta o comunicado.
O protesto acontece 49 dias após o dia de mobilização que paralisou pontos estratégicos da Baixada Santista. No dia 11 de julho, acessos importantes da região, como a divisa Santos/São Vicente, a entrada de Santos, Via Anchieta e Rodovia Cônego Domênico Rangoni foram alvo dos protestos, que começaram logo cedo e duraram sete horas.
Reivindicações
As centrais sindicais não aceitam a retirada de direitos proposta pelo Projeto de Lei nº 4.330, que amplia a terceirização dos trabalhadores. Segundo as entidades, a matéria ''precariza as condições de trabalho, diminuindo salários e aumentando as demissões''.
''Atualmente, terceirizados, como vigilantes de banco, fazem o mesmo serviço de quando eram funcionários registrados nas instituições financeiras, porém, recebem apenas 1/3 do salário e perderam direitos'', afirma o comunicado.
Os sindicatos querem, aionda, o fim do Fator Previdenciário; jornada de 40 horas semanais, sem redução de salário; reajuste para os aposentados; mais investimentos em Saúde Pública, Educação e Segurança Pública; transporte público de qualidade eo fim dos leilões do petróleo.
''Nosso objetivo é mostrar que o "povo continua unido. A nossa posição é de que não aceitamos mais perder direitos e sermos tratados mal", afirmou.
Transportes
Diante da ameaça de paralisação, autoridades e empresas ligadas aos setores de trânsito e transportes na região preferem esperar para ver o que vai acontecer e depois estudar como solucionar o problema. A Ecovias, concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), informou não saber, até agora, que alguma rodovia seria fechada. “Caso isso aconteça, equipes de tráfego, dependendo de onde for, tentarão montar um desvio. No caso da Anchieta, por exemplo, isso já não é possível”.
A empresa adiantou que os usuários serão informados sobre a situação nas estradas pelo 0800-197878 e pelos painéis de mensagem variável.
Procurada, a Polícia Rodoviária informou que ''está sempre preparada para qualquer alteração na ordem pública. O policiamento será ostensivo e, se houver falta de ordem, a polícia tem seus meios de unidade especializada pra entrar em ação''.
A Dersa, que administra as travessias de balsas no Litoral Paulista, não estava informada sobre a paralisação. “Não comentamos sobre algo que ainda não aconteceu. Vamos aguardar. Caso tenha alguma coisa, vamos paralisar a travessia para a segurança dos usuários”.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos disse que não recebeu qualquer comunicação oficial das centrais sindicais solicitando a interdição de vias públicas para a realização de manifestações nesta sexta-feira. Mesmo assim, segundo a empresa, um esquema especial foi montado para monitorar o trânsito e fazer as intervenções necessárias.
A Piracicabana, empresa de transporte coletivo que atende as cidades de Santos e São Vicente, entre outras, informou que "haverá circulação normal dos ônibus e itinerários. Nenhum ônibus deixará de atender a população".
A Prefeitura de São Vicente informa que não recebeu nenhum ofício notificando sobre qualquer manifestação e que a Secretaria Municipal de Transportes tem uma equipe de emergência para eventualidades.