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10/07/2013 - 04h43
Centrais sindicais anunciam ato público em Santos na quinta
Fonte: Estadão Conteúdo

Após a coletiva realizada na tarde de segunda-feira (8), em Santos, sobre a greve nacional agendada para a próxima quinta-feira, uma reunião com representantes das Centrais Sindicais de Trabalhadores Intersindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Força Sindical, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Central Sindical e Popular (CSP) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) definiu as paralisações que serão realizadas em vários pontos da Baixada Santista.

Após a coletiva realizada na tarde de segunda-feira (8), em Santos, sobre a greve nacional agendada para a próxima quinta-feira, uma reunião com representantes das Centrais Sindicais de Trabalhadores Intersindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Força Sindical, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Central Sindical e Popular (CSP) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) definiu as paralisações que serão realizadas em vários pontos da Baixada Santista.
O único evento divulgado foi o Ato Público unificado que acontecerá às 12 horas, na Praça Mauá, em Santos. Segundo as centrais sindicais, o objetivo é alertar a população sobre as reivindicações por uma série de itens, como o fim do fator previdenciário; jornada de 40 horas semanais, sem redução de salário; reajuste digno para os aposentados; mais investimentos em saúde pública, educação e segurança pública; transporte público de qualidade; fim do Projeto de Lei nº 4.330, que amplia a Terceirização; reforma agrária e o fim dos leilões do petróleo.
Mais cedo, em entrevista coletiva, o presidente do Sindicato dos Bancários, Ricardo Saraiva, o Big, disse que ainda estão sendo discutidas estratégias para as ações de quinta-feira. ''O que podemos adiantar é que há um convite ao Movimento Passe Livre para aderir à mobilização”. Herbert Passos Filho, coordenador da Força Sindical, que também esteve no encontro, garantiu que haverá uma paralisação total das atividades econômicas e do transporte.
"Quem não vai estar organizando a paralisação que fique em casa. Quem estará nas ruas são trabalhadores, estudantes e população dizendo ‘chega de mandar dinheiro para banqueiro e tirar dinheiro da saúde, transporte, educação e segurança", recomenda Big.
Os representantes das centrais sindicais afirmam que pretendem realizar uma manifestação pacífica e ordeira, mas que não podem garantir excessos por parte dos participantes.
Porto e rodovias
Conforme calendário divulgado pela Força Sindical, pelo menos sete rodovias que passam pela capital paulista terão trechos interrompidos pelos trabalhadores logo no início do dia. Além disso, ao menos três portos - Santos-SP, Paranaguá-PR e Suape-PE -, nos quais a Força representa a maioria dos sindicatos, serão paralisados.
As centrais sindicais decidiram realizar o Dia Nacional de Lutas com Greves e Paralisações para defender a pauta trabalhista, que inclui o fim do fator previdenciário, a redução da jornada de trabalho, entre outros pleitos históricos dos movimentos.
Segundo o presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão, Rodnei Oliveira da Silva, cerca de 80% das exportações brasileiras passam pelos portos de São Paulo e Paraná.
"Tudo que o Brasil exporta de soja, por exemplo, sai de Santos e Paranaguá." Ele afirmou que há uma estimativa da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) segundo a qual cada dia de paralisação no Porto de Santos faz com que R$ 70 milhões deixem de ser movimentados.
O sindicalista disse ainda que o congestionamento causado pela manifestação dos trabalhadores na quinta-feira deverá fechar parte da Rodovia Anchieta. "Vai ser muito pior do que os congestionamentos que já temos normalmente. Vamos andar pela Avenida Perimetral do porto até a entrada da cidade de Santos." Segundo ele, essa ação fará com que "o carrossel das empresas seja quebrado".
"Com o porto fechado, as empresas terão que mudar sua programação. Normalmente, elas calculam o seu sistema logístico imaginando o funcionamento normal das operações." Para Rodnei, mesmo com os transtornos que serão causados, a ação é importante para a luta dos trabalhadores. "O prejuízo fica com eles (empresas)."
Além da paralisação da próxima quinta-feira, os portos também estarão fechados no dia anterior. O protesto na quarta-feira será contrário à Medida Provisória 595, conhecida como MP dos Portos.
Estradas
O presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), conhecido como Paulinho da Força, confirmou atos em pelo menos sete rodovias na quinta-feira: Raposo Tavares Fernão Dias, Dutra, Anchieta, Mogi-Bertioga, Castelo Branco e Anhanguera.
Na Fernão Dias, a manifestação deve começar na altura de Guarulhos e seguir em direção à Dutra. Haverá concentração de trabalhadores em frente ao Internacional Shopping Guarulhos. Já na Raposo Tavares, o ato se estenderá entre os quilômetros 14 e 18. Na Dutra, além de manifestações próximas à capital paulista, haverá paralisação em trechos próximos a Volta Redonda e a Resende.
Na capital paulista, Paulinho afirmou que o trânsito na cidade "ficará um inferno". Há atos previstos na Marginal do Tietê, na Radial Leste e na Avenida do Estado. No total, a Força Sindical estará à frente de pelo menos 12 pontos de paralisações na cidade. Há ainda uma grande manifestação prevista na Avenida Paulista, ao meio-dia, que reunirá representantes de todas as centrais sindicais.