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19/11/2015 - 02h35
CEO da Embraport analisa cenário e aponta alguns investimentos em Santos como prioritários
Fonte: Guia Marítimo
Para Schulze, o novo pacote de investimentos pode trazer modernidade, competividade e progresso ao setor carente de investimentos em infraestrutura


Maior complexo da América Latina, o Porto de Santos acaba por ter uma bagagem pesada e grandes responsabilidades quando o assunto são investimentos, principalmente no que se refere a infraestrutura. “Entendemos que alguns investimentos são prioritários no Porto de Santos, principalmente para a solução dos problemas de acesso, que engloba a chegada e saída de mercadorias por todos os tipos de modais, como rodovias, ferrovias e aquavias”. A afirmação é do CEO da Embraport, Ernst Schulze.
Diante de um cenário desafiador, em muitos sentidos, o executivo ressalta que mesmo assim o terminal tem conseguido reagir. “Apesar dos reflexos da crise econômica, com queda das importações e exportações que atingem todo o Porto de Santos, não deixa de ser alentador o aumento do movimento no terminal nos últimos três meses”. Schulze se refere a média de ocupação do terminal, que nos últimos três meses foi de 48%.
Em setembro a Embraport operava com 52% da sua capacidade, reflexo de uma alta de 18% em relação ao mesmo período do ano passado. Em agosto, a taxa de ocupação foi de 48% e em julho de 44%. Ainda segundo ele, no que se refere aos problemas de infraestrutura, o terminal vem trabalhando em ações que visem melhorar e ajudar a melhorar o setor, “principalmente após o início das operações do ramal ferroviário, que acabou de ser concluído”.
Ele explica que atualmente, a ferrovia responde por apenas 2% das cargas conteneirizadas que chegam ao Porto de Santos. Porém, a meta da Embraport é que, no longo prazo, os trens respondam por até 10% das cargas. Mas para isso, destaca: “a estrutura ferroviária precisa ser melhorada para que o transporte de cargas seja impulsionado”.
Nesse sentido, os investimentos anunciados pelo governo a partir do novo pacote de concessões pode ser um start para que essas ações sejam implementadas. Na opinião de Schulze, a expectativa é que esses investimentos tragam modernidade, competitividade e progresso a um setor carente de investimentos em infraestrutura. Além de também ajudar no quesito competitividade. “Esperamos que sim. Porém, é importante que os investimentos não sejam direcionados apenas às áreas dentro dos portos, mas sim que sejam acompanhados de investimentos complementares, como por exemplo, nas vias de acesso ao porto, dragagem, Meio Ambiente e eventuais impactos nas comunidades do entorno”, finaliza.