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12/03/2013 - 03h11
Codesp distribui maior dividendos de sua história a acionistas e PLR a empregados
Fonte: AssCom Codesp
A Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP) distribuirá R$ 47,3 milhões a título de dividendos a seus acionistas e R$ 11,9 milhões a seus empregados, por conta de participação no resultado econômico que a empresa obteve em 2012, o maior lucro de sua história: R$ 199,3 milhões. O lucro bruto da CODESP foi de R$ 363,1 milhões.

O diretor de Administração e Finanças, Alencar Costa, comemora o superávit, revelando que todo esforço despendido ao longo desses últimos 6 anos foram gratificantes, pois a CODESP reverteu um prejuízo de R$ 119,2 milhões em 2006 para um lucro de R$ 199,3 milhões em 2012. Outro aspecto que deve ser registrado é que, durante esses 6 (seis) anos de gestão sobre orientação da Secretaria de Portos, a CODESP acumulou um Lucro Líquido no montante de R$ 474,7 milhões, dos quais foram distribuídos R$ 94,7 milhões a título de Dividendos e ou Juros S/Capital Próprio aos acionistas, dos quais 99,97% foram para a UNIÃO e R$ 23,7 milhões de PLR (Participação nos Lucros e Resultados) aos empregados.
O Resultado Econômico apresentou um crescimento expressivo que, devido à manutenção de lucros anuais (de 2007 a 2012), assegurou uma rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido no mesmo patamar, atingindo 16,45% no período de 2007 a 2012 e, se comparado com 2011, registra um aumento de 131,35%.
O diretor diz que “o desempenho do Patrimônio Líquido da CODESP, no período (165,34 %), reflete o esforço da gestão atual em buscar o saneamento de seus encargos, a redução dos gastos correntes e do Passivo Acumulado, seja de caráter judicial (ações cíveis e trabalhistas) ou financeiro (empréstimos), além de uma expressiva alavancagem do Ativo Circulante, com recebimentos considerados perdidos e uma nova modelagem de licitação de áreas arrendadas”.
Costa, destaca que tais resultados são fruto de um trabalho austero nos gastos, no período mencionado, aliado a um planejamento mais rigoroso das inversões nos investimentos em infraestrutura; de mudança no modelo de licitação das áreas arrendadas; de um rígido controle das contas a receber e das ações judiciais; uma efetiva busca aos valores a receber que estavam em segundo plano e uma procura eficiente de revisão do passivo da empresa.
O diretor, explica que essa performance ocorreu em um momento de forte desaceleração na economia mundial, que teve início em 2008, com reflexos na atividade econômica do Brasil. “Apesar da conjuntura enfrentada, a CODESP obteve resultados expressivos”, comenta o diretor, afirmando que a empresa dispõe, hoje, de quase R$ 2,00 em caixa para saldar cada R$ 1,00 de dívida. Antes, a CODESP possuía, somente, R$ 0,06 em caixa para cada R$ 1,00 de dívida.
Alencar destaca que os índices de liquidez mostram ao longo dos anos que a condição financeira da empresa é muito boa, visto que dispõe de reserva suficiente para liquidar todos os compromissos, restando, ainda, saldo positivo em caixa. “Para cada R$ 1,00 de dívida, a CODESP dispõe de R$ 1,29 na Liquidez Imediata; de R$ 1,43 na Liquidez Corrente e Seca e de R$ 1,98 na Liquidez Geral”, esclarece o diretor.
Cabe mencionar que a CODESP não recebe nenhum recurso do Governo Federal para custeio de suas obrigações e participa, ainda, com recursos próprios na realização de alguns investimentos em infraestrutura, apresentando, também, um comprometimento da Receita Operacional com o custeio de Pessoal inferior a 20%.
O excelente desempenho crescente da “Receita Operacional”, da ordem de 42,62 %, ocorre em um período desfavorável para o mercado externo, demonstrando o potencial e o preparo do Porto de Santos para enfrentar situações adversas, bem como sua importância para a economia nacional. A performance crescente da “Receita Operacional Líquida”, da ordem de 43,37%, no período 2007/2012, acompanhou o desempenho da “Receita Operacional”, com o mesmo cenário.
Atrai a atenção, o fato que tanto a “Receita Operacional (6,43%)” quanto a “Receita Operacional Líquida (6,37%)”, no período de 2011 a 2012, apresentaram crescimento bem superior ao previsto para o PIB, que se situa em 0,9%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As receitas financeiras atingiram um total de R$ 31,7 milhões, resultante, principalmente, das aplicações financeiras em cotas de fundo de investimento de renda fixa.
Do saldo do Fluxo de Caixa do Porto de Santos de R$ 444,4 milhões, em 31/12/2012, R$ 236,9 milhões se referem a aplicações financeiras de recursos próprios e R$ 197,8 milhões a recursos do Tesouro Nacional depositados na Conta Única da CODESP, no Sistema Integrado de Aplicação Financeira (SIAFI), a serem injetados em investimentos.
O resultado alcançado foi fruto de uma gestão efetiva para redução do Passivo, aliada a nova sistemática de licitação das áreas arrendadas, bem como a recuperação de créditos de difícil solução como os da COSIPA/USIMINAS (R$ 138,0 milhões), o ressarcimento das antecipações feitas as Hidrovias (R$ 22,0 milhões) e da dívida da extinta Rede Ferroviária Federal (R$ 7,0 milhões), atingidos durante o período da gestão conjunta com a SEP.
Alencar Costa explica que o aumento de 7,6% na movimentação de cargas, em 2012, que totalizou 104,5 milhões toneladas, produziu impacto na receita da empresa, resultando em um crescimento da ordem de 12,12% no resultado das demonstrações financeiras, que representa um diferencial de 4,52 pontos percentuais acima do registrado nas operações de mercadorias. “Esse diferencial é produzido pela variação de 7,81% do IGPM médio, que reajusta os contratos de arrendamento anualmente, e redução dos encargos financeiros incidentes sobre os parcelamentos tributários” complementa.
Cabe registrar que todos os tributos e contribuições encontram-se, rigorosamente, em dia, não havendo parcelas em atraso, e todos os Certificados de Regularidade estão vigentes.
O crescimento de 2.243,80% do Disponível (na rubrica Caixa, Bancos e Aplicações Financeiras) também deve ser destacado, bem como o aumento do Ativo Circulante, da ordem de 607,23%, impulsionados, principalmente, pelo novo modelo de licitação para arrendamento de áreas e outras recuperações realizadas a partir de 2007, bem como a redução das tarifas bancárias. Tal afirmativa está consagrada pela evolução dos índices de Liquidez e de Solvência, agregados aos indicadores econômicos já apresentados.
Para 2013, a CODESP estima que, ocorrendo um cenário melhor na economia mundial e nacional, o Porto de Santos possa apresentar bons resultados. Segundo pesquisa realizada pela Câmara Americana de Comércio (AMCHAM), a maioria dos participantes das 214 empresas ouvidas preveem uma inflação estável e um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4% para 2013.
Os cenários projetados para este ano, provavelmente, estão amparados nas medidas que o governo brasileiro continua buscando para manter a taxa básica de juros (SELIC) em 7,25%, uma taxa de inflação em torno de 5% (controlada) e uma recuperação da atividade no cenário nacional.
Passivo
O Passivo Corrente, registrado em 2012 (R$ 706,5 milhões), demonstra uma redução da ordem de 18,95 % em relação ao apontado em 2007 (R$ 871,7 milhões), ou seja uma redução nominal da ordem de R$ 165,2 milhões. Ressalva-se que nele encontra-se computada a Provisão Para Pagamento da parcela reconhecida na cobrança do Instituto de Seguridade PORTUS, no montante de R$ 106,0 milhões, não prevista, mas imposta pela Medida Provisória nº 515, de 29/12/2010, acarretando um reconhecimento de Dívida que não afetará o Fluxo de Caixa da CODESP, pois trata-se de Recurso do Tesouro para Aumento de Capital, conforme consta da referida MP, mas que reduziu o Resultado da empresa em 2010 no mesmo montante da dívida.
Os efeitos das licitações de áreas arrendadas só estão contemplados nos valores dos períodos decorridos, isto porque a Resolução do Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC nº 06, define que os lançamentos dos valores recebidos, antecipadamente, sejam contabilizados em “Receitas Diferidas” e que sejam apropriados ao Resultado do Exercício somente os valores pro-rata/ano em relação à vigência do contrato de arrendamento.
Desta forma, os valores recebidos nas licitações de áreas arrendadas da NST, Cargill e Union (TEV), em sua quase totalidade, encontram-se registrados como Receita Diferida, o que representa um montante de R$ 461,9 milhões, que ainda não está refletido no Resultado Econômico da CODESP.
O crescimento de 2.243,80% do Disponível (na rubrica Caixa, Bancos e Aplicações Financeiras) também deve ser destacado, bem como o aumento do Ativo Circulante, da ordem de 607,23%, impulsionados, principalmente, pelo novo modelo de licitação para arrendamento de áreas e outras recuperações realizadas a partir de 2007, bem como a redução das tarifas bancárias. Tal afirmativa está consagrada pela evolução dos índices de Liquidez e de Solvência, agregados aos indicadores econômicos já apresentados.