Notícias

26/05/2015 - 02h31

Com exceção dos estivadores, demais categorias de portuários descartam greve no Porto de Santos

Fonte: AssCom Sindogeesp / Denise Campos De Giulio



Reunidos em assembleias distintas realizadas ao longo desta segunda-feira, trabalhadores avulsos e vinculados ligados a seis sindicatos que compõem a categoria de portuários decidiram pela não aprovação do indicativo de greve para o próximo dia 1º de junho. A possível paralisação das atividades está sendo discutida há cerca de 15 dias pelas entidades laborais representativas que formam a chamada "unidade portuária" em atendimento a agenda de mobilizações proposta pelas centrais sindicais.
 
Pela manhã, o movimento paredista foi descartado pelos trabalhadores ligados ao Sindicato dos Consertadores e Sindicato dos Conferentes de Carga, Descarga e Capatazia. "Temos diversos acordos trabalhistas em vigência e por tal uma greve neste momento não nos parece uma decisão acertada, sobretudo porque estaríamos prejudicando trabalhadores e empresários do Porto quando o principal alvo das mobilizações promovidas pelas centrais é o Governo Dilma", disse o presidente dos profissionais da conferência, Marco Sanches.   
  
No início da noite foi a vez dos empregados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) aprovarem um calendário de ações, porém rejeitarem a proposta de greve. "Em razão das grandes transformações que estão ocorrendo na estatal os companheiros apreciaram a proposta mas preferiram aguardar a oportunidade certa", explicou o presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), Everandy Cirino dos Santos.  
 
Na mesma linha seguiram os operadores de guindastes e empilhadeiras associados ao sindicato da categoria, Sindogeesp. "Vamos apoiar incondicionalmente o movimento que vem sendo articulado pelas centrais sindicais e federações, mas temos que seguir com uma pauta específica sem, no entanto, ferir os instrumentos normativos de trabalho que mantemos com diversas empresas e terminais portuários", esclareceu o líder dos operadores, Guilherme do Amaral Távora.   
 
Já o presidente do Sindicato dos Operários Portuários (Sintraport), Claudiomiro Machado, afastou a possibilidade de greve, entretanto não descartou a realização de uma manifestação pública. "Inicialmente nossa posição é essa, mas vamos aguardar a assembleia conjunta que acontecerá nesta quinta-feira (28) até porque sou favorável a elaboração de um calendário de comum acordo com pautas unificadas e não específicas".
 
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Santos e Região também recusou o indicativo de paralisação. Por outro lado, os estivadores decidiram cruzar os braços pelo período de seis horas na data prevista. "Temos sim objetivos conjuntos enquanto portuários, porém interesses específicos e inerentes a nossa atividade o que por vezes nos impõe a adoção de posicionamentos distintos", ressaltou o presidente do Sindicato dos Estivadores, Rodnei Oliveira da Silva. 
 
Imprimir Indique Comente

« Voltar

Galeria de
Imagens

Ver todas