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17/01/2014 - 05h01
Com o pé direito
Fonte: AssCom Sindogeesp / DCG

Iniciar o ano cercado de otimismo e determinado a realizar todos os planos, metas e objetivos é sempre algo importante, sobretudo quando os desafios se renovam e se revelam cada vez maiores para a classe trabalhadora, seja qual for o seguimento profissional. Pois foi exatamente esse o sentimento que tomou conta da direção do Sindogeesp com a chegada de 2014.

Iniciar o ano cercado de otimismo e determinado a realizar todos os planos, metas e objetivos é sempre algo importante, sobretudo quando os desafios se renovam e se revelam cada vez maiores para a classe trabalhadora, seja qual for o seguimento profissional. Pois foi exatamente esse o sentimento que tomou conta da direção do Sindogeesp com a chegada de 2014.
Dita pelo vice-presidente do Sindicato, Paulo Antônio da Rocha, a frase sintetizou a opinião do grupo de homens que dirigem uma das mais importantes categorias de trabalhadores portuários, avulsos e vinculados, do Porto de Santos, os operadores de guindastes e empilhadeiras do Sindogeesp.
Sem perder tempo, ao raiar do primeiro dia útil do ano (2) a direção da entidade encaminhou diversos expedientes aos operadores portuários visando estabelecer um calendário de reuniões, tendo como principais pautas a renovação dos acordos, contratos e convenção coletiva de trabalho, bem como o treinamento e a qualificação dos profissionais.
"Com o passar dos anos as atribuições dos representantes sindicais se multiplicam e as responsabilidades só aumentam", disse Paulo. Para ele, os avanços tecnológicos em qualquer setor da economia são de fundamental importância, mas também geram preocupação por conta da ameaça constante de perda dos postos de trabalho. "Vejam os bancários, que no início dos anos 90 eram 732 mil e hoje são aproximadamente 508 mil em todo o país, ou seja, uma redução de 30% do efetivo."
De acordo com o sindicalista, a situação dos portuários não é diferente. "Quando foi constituído, à época do BAP (Boletim de Atualização Portuária), o Ogmo tinha em seu banco de dados mais de 15 mil homens distribuídos em dez categorias e hoje reúne pouco mais de um terço daquele total". Ele garante que o treinamento e a qualificação profissional estão intrinsicamente ligado a essa redução.
Exímio operador de empilhadeira, o vice-presidente acredita que os "tempos românticos" outrora vividos no cais do maior porto do país deram lugar ao profissionalismo de resultados. "O mercado está infinitamente mais exigente e somente quem está atento faz parte deste universo", ressaltou Paulo, para quem o progresso e o desenvolvimento do porto de Santos são caminhos sem volta.
Bacharel em Direto, o dirigente avalia que o trabalhador portuário especializado atingiu um status semelhante ao de profissionais de outras importantes áreas. "Consideradas as devidas proporções, é como no ramo do Direito, da Arquitetura ou da Engenharia, da Tecnologia de Informações e até mesmo da Medicina, além de outros, onde a atualização e o aprimoramento constantes são elementos obrigatórios para se manter em plena atividade".
Formado por uma mão de obra 100% especializada, o Sindogeesp reúne em seus quadros cerca de 1.300 profissionais, entre associados e representados. Operando diuturnamente aparelhos de pequeno, médio e grande portes em praticamente todos os terminais portuários de Santos, seja pelos métodos avulso ou vinculado, os trabalhadores ligados ao sindicato são os principais responsáveis pelos sucessivos recordes registrados no complexo portuário santista.
Na opinião do dirigente, as dificuldades verificadas em 2013 com a tramitação da MP 595 e a consequente promulgação da Lei 12.815, a nova lei dos Portos, acabaram se refletindo em benefícios graças ao poder de mobilização da categoria e a atuação de seus dirigentes. "Sem dúvida alguma foi um momento de superação e conseguimos obter significativos avanços".
Programadas estatutariamente para este ano, as eleições do Sindogeesp são um capítulo à parte. "Naturalmente estamos falando do futuro da entidade e por consequência da categoria, e por isso acredito que sob a batuta do nosso presidente (Guilherme do Amaral Távora), o sindicato dará continuidade a um trabalho que vem sendo desenvolvido com seriedade, transparência e competência", finalizou.