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10/04/2015 - 12h47
Comissão avalia mudanças em regras de armazenagem de líquidos inflamáveis
Fonte: G1 / Santos


A comissão responsável pela elaboração das normas técnicas para a armazenagem de granéis líquidos inflamáveis já cogita a mudança dessas regras, após o incêndio que atinge os tanques de combustíveis na Ultracargo, na Alemoa, em Santos, há oito dias.
A informação é do presidente da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), Paulo de Tarso Martins, que participou ontem da conferência. Procedimentos, normas de segurança de gerenciamento de riscos e emissões atmosféricas na armazenagem e operações de produtos líquidos à granel, na Intermodal South América, feira de logística, transporte de cargas e comércio exterior. O evento, que começou na última terça-feira(7), acontece na Capital.
Segundo Martins, que é o relator dessas normas, o primeiro passo após o combate às chamas é a identificação da causa raiz do incidente. Mas, antes mesmo que isto aconteça, a comissão que elabora as regras vai se reunir para estudar possíveis mudanças. “Qualquer acidente começa com um ato falho ou falha de norma. Pode ser um erro de concepção, o que eu acho mais raro, ou um erro operacional”, explicou.
O presidente da ABTLP explica que outros dois incêndios ocorridos em terminais de granéis líquidos de Santos, na Ilha Barnabé, há duas décadas, motivaram mudanças de normas. “No passado houve um acidente, onde se identificou que o tempo de autonomia era baixo. Já aumentamos o tempo de água disponível no terminal por conta de engarrafamentos e o tempo que demorava para a chegada dos Bombeiros”.
Falhas
No caso específico da Ultracargo, Martins garante que houve uma falha de procedimento no terminal. Por este motivo, o incêndio tomou grandes proporções rapidamente e não houve controle por parte dos bombeiros.
“Todo tanque tem uma câmara de espuma, com um sistema todo interligado e uma parede fechada corta-fogo. Você tem as válvulas identificadas para cada tanque. Na hora que se identifica o fogo, aciona-se aquela válvula e imediatamente se mistura uma espuma com água, que é injetada e se espalha por toda a superfície do tanque, abafando o fogo”, explicou. “Se não foi usado, foi por falha no sistema ou porque ele não foi acionado. Alguma coisa houve de erro e isso tem que ser analisado para corrigir. E, às vezes, tem um erro dentro de norma”, afirmou o presidente da ABTLP.
Segundo ele, quando há falha humana, na maioria das vezes, ela está ligada à falta de capacitação de funcionários.