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15/08/2013 - 05h08

Como lidar com um queridinho na equipe?

Fonte: Brasil Forbes
 
 
Há muitas situações em que um funcionário recebe tratamento especial enquanto todo o resto é pressionado. Isso não é nenhum segredo e, muitos já estiveram em um dos lados da situação em algum ponto de suas carreiras, seja como o favorecido, seja como vítima.
 
Segundo pesquisa conduzida pela Universidade de Administração McDonough School, em Washington, 92% de executivos observaram favoritismo em promoções de funcionários, inclusive em suas próprias empresas (84%). Aproximadamente um quarto dos entrevistados admitiram que cometeram a prática de favorecer alguém específico.
 
“Favoritismo é algo visto na maioria dos escritórios, sejam pequenos ou grandes”, diz Ryan Kahn, escritor, conselheiro de carreira e estrela do programa norte-americano “MTV’s Hired!”. “As pessoas gostam de trabalhar com amigos, o que automaticamente faz existir a prática do favoritismo. Pode começar com algo simples, como ser ou não incluído em almoços no quais são discutidos negócios, e se torna algo mais concreto, como a obtenção de melhores salários e benefícios.”
 
Essa questão está na natureza humana, diz Mark Payleitner, instrutor de carreiras em um instituto tecnológico. “A gente começa com um brinquedinho favorito, quando é criança”, completa. “Quando um chefe atribui uma tarefa de alto nível para alguém, espera-se que esteja escolhendo a melhor pessoa para aquele trabalho. Mas, quando atribui a tarefa a um indivíduo só pelo critério da amizade, isso se torna favoritismo.”
 
No entanto, Kahn afirma que é preciso ter cuidado para distinguir favoritismo de reconhecimento. “Com meus clientes, tive exemplos nos quais trabalhadores recebiam oportunidades que não costumavam ter e consideravam isso como favoritismo. Mais para frente, porém, foi descoberto que esse tratamento era fruto de maior empenho desses funcionários, que inclusive passaram a trabalhar mais horas do que os outros. Era mérito.”
 
Há também, claro, o favoritismo prejudicial. “Além das implicações do ponto de vista legal, há muitas consequências negativas”, diz Kahn. “Ao tratar de forma diferente os funcionários, um gerente cria um senso de ressentimento e separação que pode desmotivar os funcionários e prejudicar a equipe”, completa. “Outra questão é qie dar mais atenção a um funcionário faz com que o talento dos outros na equipe passe despercebido.”
 
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