Notícias
18/09/2013 - 02h35
Complexo do Itajaí tende a operar 1,07 milhão de TEUs em 2013
Fonte: Informativo dos Portos


Complexo Portuário do Itajaí movimentou 717,2 mil TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) no período compreendido entre 1º de janeiro e 31 de agosto deste ano. Os volumes operados superam em 7% a movimentação registrada nos oito primeiros meses de 2012, de 672,86 mil TEUs, e fica 2% acima da média de crescimento dos portos brasileiros, de cerca de 5%.
A média mensal registrada em Itajaí é de 89,65 mil TEUs mês que, se mantida, deve elevar a movimentação de 2013 para 1,07 milhão de TEUs. “As perspectivas para o ano são bastante positivas, uma vez que os números vêm se mantendo no decorrer do exercício. Exemplo disso podemos constatar nos 12 primeiros dias de setembro, cuja movimentação se compara a registrada em agosto”, informa o diretor Executivo do Porto de Itajaí, Heder Cassiano Moritz.
Em volume, o Complexo movimentou 8,15 milhões de toneladas no período, com avanço de 10% sobre igual período do ano passado. O superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Antonio Ayres dos Santos Júnior, explica que do montante das cargas operadas, 50% são importações e a outra metade, exportações.
“Esse equilíbrio no sentido das cargas mostra que a Resolução 13/2012 – do Senado Federal para excepcionar a aplicação da alíquota de 4% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente nas operações interestaduais de bens e mercadorias importadas e que acabou com os benefícios fiscais oferecidos aos importadores que optavam descarregar suas cargas nos portos catarinenses – não impactou nas operações do Complexo do Itajaí”, diz Ayres. Segundo o superintendente, os volumes importados e exportados são muito semelhantes. No entanto, se analisarmos os valores FOB, verifica-se que as importações superam as exportações, o que aponta que houve um aumento no valor agregado das cargas de importação.
Para Eclésio Silva, membro do Conselho de Autoridade Portuária de Itajaí (CAP), a Resolução gerou mudanças nos perfis dos importadores e das cargas desembarcadas em Santa Catarina. “é indiscutível que os pequenos saíram do mercado e houve uma redução no número de trades. No entanto, o importador ainda prefere operar no Estado, devido às excelentes condições logísticas.
Os números foram divulgados pela Superintendência do Porto de Itajaí na manhã da última sexta-feira, 13, durante a reunião mensal do CAP.