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30/08/2017 - 03h13
Condesb quer reativar área explorada pela Usiminas para criar empregos na região
Fonte: G1 Santos
Presidente do Condesb, Alberto Mourão, terá uma rodada de conversação com quatro grandes empresas da região.


O Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb) se reuniu, nesta terça-feira (29), com o objetivo de discutir o problema da falta da empregos na região. Uma das possibilidades apontadas para amenizar a situação foi a de conversar com grandes empresas que se interessem por uma área da Usiminas supostamente inutilizada em Cubatão (SP). A Usiminas, porém, nega que tal área será cedida.
Autoridades regionais se encontraram na Associação Comercial e Industrial de Cubatão, no Centro da cidade, por volta das 9h30. Representantes da Comissão de Desempregados de Cubatão e Baixada Santista entregaram ao presidente do órgão, Alberto Mourão, prefeito de Praia Grande, uma lista com as principais reivindicações relacionadas à falta de emprego, e que já foram solicitadas em protestos realizados na cidade.
O prefeito Ademário Oliveira revelou o interesse da Usiminas de disponibilizar as áreas, hoje inativas, onde funcionava o setor de laminados (que parou de produzir) para empresas interessadas em novos empreendimentos na região. Segundo ele, das 40 mil vagas de emprego perdidas na região, nos últimos dez anos, 12 mil eram da cidade.
Para o presidente do Condesb, Alberto Mourão, Cubatão continua sendo o maior indutor do desenvolvimento econômico da região, por conta do setor petroquímico e siderúrgico. Uma saída será oferecer a área que era explorada pela Usiminas.
"São dois milhões de metros quadrados sub-utilizados hoje. Já estão com impacto, do ponto de vista ambiental. Seis píers de atracação, com só um sendo usado, que podem receber uma atividade nova, estimulada pelo estado, pelo Governo Federal e por destravas feitas regionalmente, e que podem gerar milhares de empregos ali em um prazo curtíssimo", falou.
Ainda segundo Mourão, na próxima semana, haverá uma rodada de conversação com quatro grandes empresas da região para falar sobre o interesse de utilizar a área e gerar mais postos de trabalho na Baixada Santista.
Por meio de nota, a Usiminas esclarece que “é absolutamente improcedente a informação de que estuda ceder suas áreas primárias para uso ou instalação de outras empresas. A produção nesses setores da Usina de Cubatão foi suspensa e os principais equipamentos estão sendo preservados, aguardando uma eventual retomada da demanda do mercado. A empresa vem dialogando com a prefeitura e o CIESP de Cubatão em busca de alternativas de geração de riqueza, a exemplo da tentativa de novos negócios para seu Terminal Portuário, mas que em nada envolvem o espaço das áreas primárias”.