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31/07/2014 - 01h51

Congresso custa quase R$ 1 milhão por hora aos cofres públicos

Fonte: O Globo



Os parlamentares foram dispensados das sessões deliberativas até o dia 31 de julho,no chamado recesso branco, mas continuarão recebendo integralmente os seus salários de aproximadamente R$ 27 mil, mesmo sem apresentar projetos ou participar de votações nas Casas. A ausência de sessões faz com que os dias não trabalhados não sejam interpretados como falta.
 
A ONG Contas Abertas realizou o cálculo para obter o custo-hora dos deputados federais e senadores. O valor aproximado é de R$ 23,9 milhões por dia. Um “valor exorbitante” na avaliação do fundador e secretário-geral da ONG, Gil Castello Branco, “a ser pago pelos contribuintes” para “um ano de baixa produtividade” dos representantes eleitos.
 
- Este ano tivemos um primeiro semestre com muitos feriados que prolongaram os finais de semana e ainda a realização da Copa do Mundo no país. Parlamentar entrar agora de férias para se dedicar à campanha eleitoral, quando sequer foi votada a Lei de Diretrizes Orçamentárias, é um disparate. Não tenho a menor dúvida que 2014 será um ano com a menor produção legislativa em décadas – arriscou Castello Branco.
 
Para o professor aposentado de Ciência Política da Universidade de Brasília, Otaciano Nogueira, o uso do recesso branco como recurso apaziguador é válido na gestão de crises.
 
- O recesso branco existe desde a criação do Congresso Nacional e frutificou no Brasil. É um recurso que deve ser utilizado para épocas em que não há assuntos predominantes, mas o Brasil vive numa gangorra em inúmeras questões. Seu uso é válido e legal, e evita conflitos. Sem atividades no legislativo, não há os embates inerentes aos cargos – avalia Nogueira, que não considera o comparativo da realidade política brasileira com a de outros países um bom termômetro.
 
- Num país desenvolvido, que tem estabilidade econômica, isso não ocorre porque não há o que ser apaziguado – concluiu.
 
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