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15/02/2019 - 02h47

Consad homologa nomes de diretores da Codesp nesta sexta-feira

Fonte: Diário do Litoral / Glauco Braga
 
Jennyfer Tsai e Danilo Veras, que vieram da iniciativa privada, serão confirmados na direção da empresa estatal


 
Chegou o grande dia, pelos menos para dois novos integrantes da diretoria da Codesp. Porém, não será dessa vez que o nome de Casemiro Tércio Carvalho terá seu nome homologado pelo Conselho de Administração da estatal, o Consad. Nesta sexta-feira, dia 15 deste mês, às 14 horas, acontece uma reunião extraordinária quando devem ser aprovados os nomes de Jennyfer Tsai e Danilo Veras. Carvalho estaria esperando a chegada de um documento para, sim, esperar sua efetivação como presidente.
 
Jennyfer e Veras têm acompanhado Casemiro Tércio Carvalho em todas as reuniões que ele vem fazendo na Codesp. Jennyfer trabalhava na Triunfo Participações e Investimentos SA, uma das principais empresas brasileiras do setor de infraestrutura, com forte atuação nos segmentos de concessões rodoviárias, aeroportuária e geração de energia. Já Veras, veio da Raízen, uma empresa brasileira com presença nos setores de produção de açúcar e etanol, transporte e distribuição de combustíveis e geração de bioeletricidade.
 
Carvalho foi indicado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e vem fazendo reuniões na estatal com gerentes e superintendentes e discutindo dados e números sigilosos. O que causa estranheza é que um dos motivos da lentidão na oficialização no cargo é que Carvalho é sócio de duas empresas (Garín ­Investimentos e Bureaua de Engenharia) com ligações com o setor portuário, algo considerado incompatível com a função.
 
MPF
 
As primeiras ações de Carvalho, na Codesp, sem sua nomeação ter sido publicada no Diário Oficial da União (DOU) e seu nome aprovado pelo Consad, já chegou ao Ministério Público Federal (MPF), pelas mãos da Associação dos Acionistas Minoritários (AAM) da autoridade portuária, que sugere à Procuradoria da República uma ação de responsabilidade.
 
O advogado José Francisco Paccillo, que representa a AAM, disse que o certo seria, após Ministério indicar o nome, a Secretaria dos Portos fazer uma análise criteriosa e referendar o escolhido ao Consad para, só então, o designado assumir o comando da Codesp. Ele tenta convencer o MPF que houve violações éticas, administrativas dentro de uma entidade que administra o maior porto da América Latina, que é um ente da União e “não um feudo, com ingerências políticas, permitindo a violação da privacidade e intimidade de funcionários e informações sigilosas e imprescindíveis para a Codesp”, disse Paccillo.
 
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