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27/07/2017 - 05h47
Conselho Fiscal aprova prestação de contas da FNP; Dirigentes discutem Portus e Acordo Coletivo
Fonte: FNP


O Conselho Fiscal da Federação Nacional dos Portuários esteve reunido nos dias 24 e 25 avaliando as finanças da FNP. Já em assembléia na manhã desta quarta-feira (26) o Conselho e os sindicatos ligados à Federação aprovaram também a provisão orçamentária para o próximo ano.
Já na parte da tarde, os sindicatos se reuniram no auditório da CUT Brasília para tratarem sobre outros assuntos de interesse da categoria, como o Portus e o Acordo Coletivo das Companhias Docas.
O presidente da FNP, Eduardo Guterra destacou a necessidade dos sindicatos realizarem mobilização nas bases em prol da recuperação do Portus. “A verdade é que a situação hoje do nosso fundo de pensão é desesperadora. E nós precisamos deixar isso claro para os trabalhadores. Para que todos entendam que nós, mais do que nunca, precisamos nos mobilizar. É preciso fazer manifestações, cobrar das Companhias que elas façam sua parte e chamar a atenção do legislativo para este problema”, avaliou o dirigente.
E sobre o Acordo Coletivo, o presidente explicou que a situação continua a mesma. Na terça-feira (25) houve outra reunião com o governo, mas o cenário continua o mesmo: a proposta de reajuste ainda é zero. Para auxiliar os sindicatos na busca por uma solução, a assessoria jurídica da Federação participou da reunião.
A advogada trabalhista, Raquel Rieger avaliou o andamento das negociações. “Zero de reajuste como proposta significa que eles estão propondo a perda salarial para vocês. É preciso que pelo menos haja a reposição da inflação. Isso é o mínimo”, avaliou.
O Acordo Coletivo 2015/2017 está vencido desde o dia 1º de junho. No dia 20 do mesmo mês, a FNP conseguiu garantir a vigência do acordo para 90 dias enquanto ocorrem as negociações, mas até o momento não há consenso entre as partes, já que as Companhias ainda oferecem 0% de reajuste.