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11/09/2015 - 06h12

Crise faz quase 1 milhão de brasileiros a mais trabalhar por conta própria

Fonte: Folha de S. Paulo


 
O Brasil perdeu 971 mil empregos com carteira de trabalho assinada de abril a junho deste ano, na comparação com o mesmo período de 2014, segundo dados do IBGE divulgados no em 25 de agosto.
 
Com a economia em recessão e empresários sem confiança sobre a demanda por seus produtos e serviços, o mercado de trabalho não gera vagas para reacomodar os demitidos. Os trabalhadores têm feito bicos e criado negócios próprios.
 
O número de pessoas que trabalham por conta própria —sem empregados ou com ajuda de alguém não remunerado— aumentou 989 mil, crescimento de 4,7% na comparação entre o segundo trimestre deste ano e o mesmo período do ano passado, atingindo a marca de 22 milhões de pessoas.
 
"É período muito similar ao 2003 em termos de aumento da taxa da desocupação, estabilidade na população ocupada e aumento principalmente desse grupo que são os trabalhadores por conta própria" disse Cimar Azeredo, técnico do IBGE.
 
RENDIMENTO MÉDIO REAL
 
RENDA
 
Apesar da redução do número de trabalhadores com carteira assinada, o rendimento desse grupo cresceu 1,9% no segundo trimestre, frente ao mesmo período do ano passado, para R$ 1.798 (já deflacionado).
 
Os trabalhadores sem carteira assinada, no entanto, viram seu rendimento encolher 4,9% no período, para R$ 1.039. "O trabalhador com carteira tem garantias que o emprego sem carteira não tem. É mais fácil reduzir salário de quem não tem carteira", explicou Azeredo.
 
DESEMPREGO
 
O IBGE divulgou nesta terça que uma combinação de maior procura por trabalho sem a criação de novas vagas aumentou a taxa de desemprego para 8,3% no segundo trimestre deste ano.
 
No mesmo período do ano passado, a taxa havia sido de 6,8%. No primeiro primeiro trimestre deste ano, a taxa era de 7,9%.
 
O número de desempregados no país cresceu 23,5% no segundo trimestre deste ano, na comparação ao mesmo período do ano passado, um incremento de 1,587 milhão de pessoas. Frente ao primeiro trimestre, o aumento foi de 5,3%.
 
TAXA DE DESOCUPAÇÃO, EM %
 
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