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15/10/2015 - 01h17

Dilma faz nomeações do segundo e terceiro escalões do governo

Fonte: Valor Econômico



A presidente Dilma Rousseff nomeou ex-senador Luiz Otávio de Oliveira Campos (PMDB-PA) secretário-executivo da Secretaria de Portos. Ele substitui Guilherme Penin Santos de Lima. 
 
No início da semana, o Palácio do Planalto sinalizou aos aliados que vai agilizar as nomeações pendentes do segundo e terceiro escalões. A demora foi motivo de insatisfação de PP, PSD, PTB e PRB na semana passada, quando esses partidos inviabilizaram a votação dos vetos presidenciais.
 
A presidente também nomeou novamente Roberto Derziê de Sant'Anna vice-presidente da Caixa Econômica Federal. Sant'Anna havia deixado o cargo em junho deste ano para trabalhar com o vice-presidente Michel Temer na articulação política do governo. 
 
Saúde
 
A presidente nomeou ainda o ex-ministro da Saúde José Agenor Álvares da Silva secretário-executivo da pasta. Ele substitui Ana Paula Menezes no cargo. Silva é bioquímico e sanitarista e já atuou como diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 
 
As nomeações e as exonerações foram publicadas hoje no “Diário Oficial da União”.





Luiz Otávio Oliveira Campos (Belém do Pará, 27 de maio de 1954) é um político brasileiro filiado ao PMDB e consultor. É também conhecido pela alcunha de "Pepeca".
 
Antes de tornar-se empresário, Luiz Otávio, que é formado em Administração, serviu o Exército, chegando a Comandante da 2ª companhia de fuzileiros da selva, servindo em Marabá-Pará.
 
Como empresário foi Superintendente da Rodo Mar Ltda. por 15 anos, empresa de transportes com matriz no Pará, realizando o transporte de cargas, passageiros, veículos, contando com frota de cerca de 200 ônibus, 3 navios, 10 barcos, 40 balsas, 30 empurradores, 400 carretas, 50 cavalos mecânicos e possuindo filiais no Amazonas, Rondônia, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Ceará, Paraíba, Alagoas e Bahia. A Rodomar teve grandes contratos com empresas como: Albrás – transporte fluvial e rodoviário de carga e passageiros para a fábrica em Barcarena-Pará -, Correios – transporte de correspondência e malotes nos rios da Amazônia -, e Petrobrás - transporte do equipamento para a perfuração de gás no Rio Urucu-Amazonas.
 
Luiz Otávio foi também Presidente do Sindarpa- Sindicato das Empresas de Navegação do Pará e Vice-presidente da Fenavega- Federação Nacional das Empresas de Navegação Marítima, Fluvial, Lacustre e de Tráfego Portuário. Dentre as Condecorações que recebeu, destacam-se as mais altas homenagens de instituições como: 1. Medalha Mérito Tamandaré, outorgada pelo Ministério da Marinha; 2. Medalha Mérito Santos Dumont, conferida pelo Ministério da Aeronáutica; 3. Medalha e Diploma de Colaborador Emérito do Exército Brasileiro, outorgada pelo Ministério do Exército; 4. Medalha Mérito Grão-Pará, grau Comendador, outorgada pelo Governo do Estado do Pará; 5. Ordem do Mérito da Cabanagem, outorgada pela Assembleia Legislativa do Estado do Pará.
 
Em 1990 Luiz Otávio teve uma rápida passagem, de menos de um ano, pela Secretaria dos Transportes do Governo do Pará, na gestão de Hélio Gueiros.
 
Em 1992, foi eleito, pela primeira vez na vida, a um cargo eletivo, vereador de Belém, sendo eleito presidente da casa logo no primeiro biênio. Em 1994 foi eleito deputado estadual, foi líder do Governo, vindo a ser eleito para a presidência da assembleia legislativa no segundo biênio de mandato, dando apoio ao então governador Almir Gabriel.
 
Em 1998, pela sigla do então PPB (atual PP), concorreu a senador da República sendo apoiado pelo então candidato a reeleição, governador Almir Gabriel (PSDB), com o slogan de O Senador do Governador. Luiz Otávio não liderava as pesquisas e nem era um político de destaque, porém foi eleito com 609.239 votos, equivalentes a 36%, 2% de vantagem sobre a candidata Ana Júlia Carepa, do PT, então vice-prefeita de Belém e dos 25% do ex-governador Hélio Gueiros, então pelo PFL (atual DEM).
 
No curso do mandato, largou a legenda do PPB e o grupo do PSDB do Pará, que o elegeu. Permaneceu por cerca de um ano sem partido, depois passando a integrar efetivamente o PMDB, quando tornou-se oficialmente membro da base aliada do governo Lula no Congresso Nacional.
 
Entre as proposições do senador estão a convocação de plebiscito sobre a transformação da região metropolitana da capital do estado Rio de Janeiro em território federal, convocação de plebiscito sobre a desestatização da hidrelétrica de Tucuruí, além de ter requerido vários votos de pesar a pessoas falecidas e representado o Brasil em missões internacionais, dentre elas estão: XVI Conferência Interparlamentar União Europeia-América Latina, em Bruxelas – Bélgica e o convite do Senado da França e da Assembleia da República de Portugal.
 
Também como senador, foi líder do partido no Senado e o 1º e único paraense presidente da CAE - Comissão de Assuntos Econômicos. Durante seus mandatos, viabilizou mais de 800 milhões de reais em recursos para o Estado, junto aos governadores em exercício: Almir Gabriel e Simão Jatene – ambos do PSDB.
 
Algumas das realizações feitas com os recursos viabilizados são: PONTES DE CONCRETO: Obras de infraestrutura urbana; Recuperação de trechos de rodovias; Implantação do Pólo Moveleiro de Paragominas. INFRAESTRUTURA RODOVIÁRIA: Pavimentação de rodovias/trechos. MACRO-DRENAGEM BELÉM: Estrada Nova. MACRO-DRENAGEM ANANINDEUA. HOSPITAIS REGIONAIS: Conclusão da construção dos Hospitais Regionais em: Santarém, Marabá, Redenção, Altamira e Breves. ESTRADAS NO PARÁ: Pavimentação de rodovias/trechos. PARÁ RURAL: Geração de renda em comunidades rurais.
 
Em 2006 Luiz Otávio concorreu à reeleição para o Senado Federal, dessa vez sem o apoio do grupo do PSDB do Pará, mas sim do PMDB e do deputado federal Jader Barbalho, tendo o ex-senador Fernando de Castro Ribeiro como candidato a primeiro-suplente e Hamilton Bentes como candidato a segundo-suplente, além do apoio do candidato a governador José Priante (PMDB), realizando uma campanha focada na sua atuação no Senado, nos oitocentos milhões de verbas conseguidas para o estado, em haver conseguido uma partida das eliminatórias da copa em Belém, além de explorar no horário eleitoral gratuito diariamente e em comícios, o apoio paradoxal do presidente-candidato Lula, apoio esse compartilhado entre Luiz Otávio e Mário Cardoso (PT), também candidato a única vaga no senado. Obteve 449.447 votos, equivalente a 16%, mais que seu candidato a governador, resultando terceiro na colocação geral, perdendo sua vaga na câmara alta. Ficou atrás de Mário Couto (PSDB) com 1.456.587 votos (51,87%) e contraMário Cardoso (PT) com 880.687 votos (31,36%).
 
Conclusão do Processo na Justiça
 
Em 2012, a Justiça Federal no Pará condenou o então ex-senador Luiz Otávio Campos a 12 anos de prisão por desvio de recursos públicos. Segundo investigações realizadas pelo Ministério Público Federal, Luiz Otávio e outros integrantes do Grupo Rodo Mar armaram um esquema para conseguir um empréstimo de R$ 12 milhões da Agência Especial de Financiamento Industrial (FINAME) para a construção de balsas, as quais nunca foram construídas, fraude essa realizada com a participação dos Estaleiros Bacia Amazônica SA (Ebal). O ex-senador foi condenado à pena de 12 anos de reclusão em regime fechado e pagamento de multa.
 
Em 2013, após apresentar sua defesa, Luiz Otávio foi inocentado e seu processo arquivado, tendo a decisão sido tomada pelo mesmo juiz que o havia condenado e que assim, anulou sua sentença anterior. 
 
 
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