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30/01/2019 - 03h45
Doria prioriza privatização do Porto de Santos
Fonte: Brasil Econômico
Em evento, o governador também mencionou uma possível venda da hidrovia Tietê-Paraná; ele disse que melhores estradas do Brasil são privatizadas

O governador do Estado de São Paulo, João Doria, voltou a falar sobre a necessidade de privatização de empresas estatais na manhã desta terça-feira (29). Ele participou do Latin América Investment Conference, um evento realizado pelo Credit Suisse.
Em sua apresentação, Doria apresentou o que chama de "programa de desestatização" do Estado de São Paulo e mostrou as possibilidades de investimentos, através da privatização , para o setor privado.
Durante a palestra, o governador afirmou que o Porto de Santos, um número considerável das estradas estaduais e 23 aeroportos devem ser cedidos à iniciativa privada e estão entre as prioridades de sua gestão. Sobre os aeroportos, ele declarou que a venda vai melhorar a interiorização de voos, com companhias aéreas fortalecidas, com mais aeronaves e melhores condições técnicas".
Além desses três setores, Doria também falou sobre uma possível venda da hidrovia Tietê-Paraná. Sobre esta última, enfatizou que, com a desestatização da hidrovia, será possível enviar a carga para outros países, como Argentina e Uruguai.
Ele também se pronunciou a respeito das rodovias. De acordo com o governador, 18 das 20 melhores estradas do Brasil estão localizadas no Estado de São Paulo - o que acontece porque essas estradas foram privatizadas. "Todas as rodovias que não foram concedidas ao setor privado serão", acrescentou.
Em sua conta no Twitter, Doria disse que uma "gestão moderna se faz com desestatização, tecnologia e talentos humanos" e comemorou sua apresentação no evento: "É São Paulo na direção do desenvolvimento", escreveu.
Plano de privatização também está no governo federal
Também nesta terça-feira (29), o secretário de Desestatização e Desinvestimentos do Governo Federal, Salim Mattar, disse que Petrobras, Banco do Brasil (BB) e caixa deverão ser as únicas estatais que não serão privatizadas. Segundo ele, elas seguirão comandadas pelo Estado, mas serão "bem magrinhas".
A declaração foi dada no mesmo evento que João Dória participou. "Somente estas três deverão permanecer, e bem magrinhas", afirmou o secretário ao ser questionado sobre os processos de privatização durante o governo de Jair Bolsonaro (PSL). Mattar acrescenta que esta é a vontade de Paulo Guedes, ministro da Economia.






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