Notícias
05/10/2015 - 05h02
Ecoporto Santos e sindicato dão trégua e novas demissões são suspensas
Fonte: Valor Econômico
O Ecoporto Santos se prontificou a negociar com o sindicato dos portuários as condições das demissões “em massa” futuras, mas não vai reverter as dispensas já feitas, conforme queria o Sindicato dos Empregados Terrestres em Transportes Aquaviários e Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Settaport).
O Ecoporto Santos se prontificou a negociar com o sindicato dos portuários as condições das demissões “em massa” futuras, mas não vai reverter as dispensas já feitas, conforme queria o Sindicato dos Empregados Terrestres em Transportes Aquaviários e Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Settaport).
Os representantes das partes participaram de uma mesa redonda na última sexta-feira no Ministério do Trabalho em Santos. Conforme a ata da reunião, o sindicato quer que o Ecoporto pare imediatamente as demissões em massa, que haja compensação social aos já demitidos, e que a empresa avalie os casos de empregados dispensados que tenham estabilidade.
O Ecoporto tem até a próxima sexta-feira, dia 9 para apresentar a resposta ou uma contraproposta. Na ocasião será realizada audiência na 1ª Vara do Trabalho de Santos. Até lá estão suspensas novas demissões.
O Ecoporto confirma que, desde 29 de setembro, demitiu 140 funcionários que atuavam na operação de cais, representados pelo Settaport. O sindicato disse que foram 210 e que as dispensas ocorreram sem prévia negociação, o que a empresa nega. Na quinta-feira os portuários deflagraram uma greve e paralisaram o acesso ao porto protestando em frente à empresa. A greve foi suspensa no mesmo dia, após nova tentativa de negociação.
O Settaport afirma que de janeiro deste ano até agora o terminal dispensou 510 funcionários. O Ecoporto, empresa da EcoRodovias, afirma que devem ser descontados desse número pessoas que pediram demissão e ressalta que também houve admissões nesse meio tempo. Dos mais de 1.000 funcionários do Ecoporto, 780 são ligados ao Settaport.
As demissões se devem à queda nos volumes de movimentação de carga, que atinge várias instalações no porto devido à crise e, no caso dos terminais de contêineres, à alta concorrência no porto.