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27/05/2013 - 00h57

Ecorodovias define plano de expansão do Tecondi

Fonte: Valor Econômico
 
 
O grupo Ecorodovias investirá R$ 75 milhões neste ano na expansão de seu  braço portuário, em Santos (SP), antes chamado de complexo Tecondi e batizado  nesta semana de Ecoporto Santos. O aporte integra um pacote de R$ 200 milhões  que serão investidos nos próximos anos no negócio portuário do grupo.
 
A holding comprou o primeiro ativo portuário de operação de contêineres no  ano passado e, após concluir a integração da marca, se prepara para avançar na  oferta integrada de serviços. O objetivo, diz o presidente do grupo, Marcelino  Rafart de Seras, é ser a opção mais eficiente ao comércio exterior brasileiro no  porto de Santos.
 
"A nossa atividade é pegar a carga e levá-la até o cliente final. Mais do que  nunca agora não é a venda simplesmente de um produto de carregamento ou  descarregamento de navios. É a venda de um serviço integrado", disse Seras, em  entrevista exclusiva ao Valor. O grupo finalizou a compra do  agora denominado Ecoporto Santos (conjunto de três ativos: terminal marítimo,  terminal alfandegado e empresa de transporte) em junho de 2012 fazendo o caminho  inverso trilhado pelos operadores de terminais em Santos. Primeiro adquiriu e  criou uma ampla rede logística nos eixos em que atua com concessões rodoviárias  para depois desembarcar no cais. No Brasil todo, são 15 ativos sob a guarda da  subsidiária Elog entre centros de distribuição, plataformas multimodais e  centros logísticos aduaneiros - onde os processos de comércio exterior são  adiantados, desafogando a área do porto.
 
Segundo José Eduardo Bechara, presidente do Ecoporto Santos, a operação  portuária hoje dissociada de uma cadeia é "commodity". "O que criamos com toda  essa infraestrutura que a Ecorodovias tem é algo que nenhum terminal no Brasil  hoje pode oferecer. O armador hoje não olha o Ecoporto Santos apenas como um  operador portuário, já temos clientes que estão negociando conosco enxergando  esse contexto todo".
 
Seras revelou que, no futuro, a Ecoporto e a Elog irão se fundir. "São  etapas, caminharemos para isso". Neste ano, o primeiro de operação completa do  Ecoporto Santos, os braços de logística e de porto vão responder juntos pela  segunda maior fonte de receita do grupo, que ficou em R$ 2,6 bilhões em  2012.
 
Como o Ecoporto Santos é hoje o terceiro maior de quatro terminais marítimos  de contêineres em Santos, por enquanto o ganho de escala ficará por conta de  investimentos em equipamentos, obras civis e aumento de produtividade por meio  da sinergia com demais subsidiárias.
 
Os R$ 75 milhões serão investidos em três portêineres (equipamentos que  deslocam o contêiner entre o cais e o navio) e na adequação do berço de  atracação, que será preparado para a dragagem de aprofundamento, o que permitirá  receber navios de até 318 metros de extensão. Hoje o Ecoporto Santos opera com  MHCs, um tipo de guindaste mais antigo e menos produtivo que os portêineres, já  usados pelos maiores terminais de Santos.
 
Paralelamente, o grupo conta com a ampliação física, seja agregando áreas  previstas no contrato original de arrendamento, seja participando de novas  licitações. Tudo depende de como sairá a nova lei dos portos. Se a presidente  Dilma Rousseff vetar o artigo da Medida Provisória dos Portos que determina a  renovação de contratos pré-1993, há uma região contígua ao Ecoporto Santos que  terá de ser relicitada.
 
"Queremos ser um agente pacificador, agregador", adianta-se a dizer Seras,  ciente do ambiente conflagrado que é a região do cais do Saboó em Santos, que  concentra os contratos pré-1993.
 
Com a flexibilização para entrar no setor aberta pela MP dos Portos, a  empresa está interessada em terminais tanto em portos públicos quanto fora. O  radar volta-se para os eixos de importação e exportação onde o grupo tem  infraestrutura e logística prontas. São eles o porto de Paranaguá (PR), cuja  acesso é feito pela Ecovia; porto de Rio Grande (RS), cujo eixo rodoviário é a  Ecosul; e os portos da região do Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro, por  conta da Eco 101.
 
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