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12/05/2017 - 04h59
Ecorodovias vê quatro oportunidades de leilões
Fonte: Valor Econômico


O presidente do grupo Ecorodovias, Marcelino Rafart de Seras, disse que a empresa vê ao menos quatro oportunidades de leilões de rodovias ainda para este ano – duas do governo federal e duas do governo do Estado de São Paulo. “Vamos continuar estudando e nos preparando”, afirmou ontem, em teleconferência com analistas de mercado para comentar os resultados da companhia no primeiro trimestre.
A previsão do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) é licitar no segundo semestre a BR-101/290/386/448/SC/RS (BR 101) – um dos principais corredores de ligação com o Mercosul – e a BR-364/365/GO/MG no trecho entre o entroncamento com a BR-060 (Jataí/GO) e o entroncamento com a LMG-479.
Já o governo do Estado de São Paulo deve licitar a operação do trecho Norte do Rodoanel e o lote “Rodovia do Litoral”, entre Praia Grande e Miracatu. Este último tem sinergia com o sistema Anchieta-Imigrantes, operado pela Ecovias, uma das sete concessionárias de rodovias do grupo.
A empresa disputou os dois leilões de rodovias paulistas realizados neste ano, mas não levou nenhum. O lote “Rodovias do Centro-Oeste” foi arrematado pelo Pátria Investimentos, que deu ágio de 131% sobre a outorga – a Ecorodovias ofertou 53,8%. E o lote “Rodovias dos Calçados” ficou com a operadora rodoviária Arteris, que deu lance surpreendente de 438,17% – a Ecorodovias ofertou 222,41% de ágio.
Questionado por um analista sobre quais foram as taxas de retorno para acionistas embutidas nos lances, Seras disse que não comentaria. “Mas foram taxas razoáveis e boas para os nossos acionistas, conselho e investidores”, disse o executivo.
Novamente perguntado sobre o mercado futuro de leilões, afirmou que não vê muita competição. “O mercado hoje está mais restrito, devido às condições gerais. E vemos boas oportunidades para que a Ecorodovias seja vencedora nos próximos.”
O Decreto dos Portos, cuja previsão é de que seja assinado hoje, será favorável ao Ecoporto, o terminal de contêineres do grupo no porto de Santos (SP), disse o executivo. O decreto irá flexibilizar as regras para exploração de terminais portuários e poderá aumentar o prazo dos arrendamentos firmados sob a Lei 8.630, de 1993, como é o caso do Ecoporto.
Em relação aos ativos mantidos para venda – a empresa de plataformas logísticas do grupo Elog -, Seras disse que “está no bom caminho” e que há chances de algum anúncio nos próximos meses.
O executivo disse ainda que o trabalho de uma consultoria focada em otimizar os custos e o capex (investimentos correntes) da empresa levou a economias “de uma série de contratos entre 10% e 15% do capex a realizar”.
A Ecorodovias está num esforço de redução de custos e de disciplina de capital. No primeiro trimestre, houve queda no custo caixa mesmo com a inflação de 4,6%.