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15/02/2016 - 03h37

Eldorado estuda ampliar operações no Porto de Santos

Fonte: A Tribuna On-line
 
Empresa prevê crescimento de 200% até 2018

 
O investimento em logística, com destaque para a inauguração de seu terminal no Porto de Santos, é a principal estratégia da Eldorado Brasil para atender sua crescente produção de celulose. A expectativa para este ano é que 800 mil toneladas do produto passem pela instalação, de cerca de 9,5 mil metros quadrados e localizada na região do Paquetá. A quantidade é o dobro da escoada nos últimos seis meses, os primeiros de operação do terminal, após passar por testes e adequações para a normatização dos serviços. 
 
A projeção para o ano fica 400 mil toneladas abaixo da capacidade operacional da instalação, hoje a principal responsável pelo escoamento da produção da empresa ao exterior. A expectativa do diretor comercial e de logística da Eldorado, Luis Fernando Sartini Felli, é que esse limite seja atingido nos próximos dois anos. 
 
Até 2018, será concluída a ampliação da fábrica da companhia em Três Lagoas (MS), cujo investimento é de mais de R$ 8 bilhões. A expansão fará a capacidade produtiva saltar dos atuais 1,7 milhão de toneladas para, aproximadamente, 4 milhões de toneladas por ano. 
 
O plano, segundo o executivo, é que 60% seja escoado por Santos, 30% entre os portos de Itapoá (SC) e Paranaguá (PR) e 10% fique no mercado interno. 
 
Nesse cenário, a quantidade de carga destinada a Santos (2,4 milhões de toneladas) irá ultrapassar a capacidade do terminal. Por isso, a empresa já estuda como ampliar suas operações. “Caso não consigamos algo (um terminal) próprio, devemos estabelecer parceiros no Porto de Santos até lá”, projeta Luis Felli, ciente de que as únicas duas áreas disponíveis e destinadas à movimentação de celulose já foram leiloladas no final do ano passado. Uma foi arremetada pela concorrente Fíbria, no Macuco, e a outra no Paquetá, pela Marimex, que entrará pela primeira vez nesse mercado e também busca parceiros. 
 
O novo terminal da Eldorado é resultado de um investimento de mais de R$ 90 milhões. Deste total, R$ 50 milhões foram para a compra dos direitos de exploração da área do Armazém XIII (13 externo), onde a unidade foi erguida e 50 profissionais vão atuar nela. O contrato de arrendamento estava firmado com o Grupo Rodrimar, que o vendeu àa empresa.
 
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