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05/02/2013 - 00h26
Embraport volta atrás na contratação de operadores pelo sistema Ogmo
Fonte: AssCom Sindogeesp
“Deus deve amar os homens medíocres. Fez vários deles”. A autoria é do lendário ex-presidente norte-americano, Abraham Lincoln, cuja história é contada no monumental “Lincoln”, filme que estreou nos cinemas na última semana de janeiro. Não se trata de uma simples propaganda da obra de Steven Spielberg, mas sim da significância da frase que, mesmo passados quase 150 anos da morte de seu autor, continua mais atual do que nunca. Pelo menos para os executivos da Embraport.
Depois de assumir compromisso público junto aos órgãos do Governo, leia-se Antaq, Secretaria de Portos e Codesp, além do Conselho de Autoridade Portuária, de que utilizaria a mão de obra administrada pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo de Santos), a empresa portuária resolveu não honrar com a obrigação. De forma abrupta e sem qualquer explicação, interrompeu as negociações iniciadas com o Sindogeesp.
Extensiva às demais categorias, a postura da empresa acirrou os ânimos das lideranças sindicais que prometem reagir em defesa do mercado de trabalho. Várias ações trabalhistas já estão sendo preparadas podendo gerar um passivo trabalhista para a empresa antes mesmo que ela inaugure suas instalações. “Vamos até as últimas consequências em busca dos nossos direitos”, afirmou o presidente do Sindogeesp, Guilherme do Amaral Távora. O mau exemplo dado pela presidenta Dilma, que também mentiu ao garantir a manutenção dos direitos dos portuários com a nova MP, parece ter sido seguido à risca pela Embraport. É por essas e outras que vale a pena assistir o filme.