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21/11/2014 - 08h34

Emprego informal sobe, e o formal cai

Fonte: Folha de S. Paulo

O desemprego se manteve em patamares baixos em outubro, segundo divulgou o IBGE, mas o crescimento no volume de trabalhadores por conta própria e a queda nos empregos com carteira assinada acendem o sinal amarelo no mercado de trabalho, afirma analista ouvido pela Folha.
 
De acordo com dados da PME (Pesquisa Mensal de Emprego) de outubro, divulgados nesta quarta-feira (19), o emprego com carteira assinada no setor privado recuou nas bases de comparação mensal e anual.
 
Nos mesmos períodos, subiu o número de trabalhadores por conta própria.
 
Segundo o pesquisador do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da FGV) Fernando de Holanda Filho, o emprego por conta própria é menos seguro do que o com carteira assinada.
 
Na passagem de setembro para outubro, o emprego formal teve redução de 33 mil postos de trabalho, queda de 0,3% no volume absoluto de empregados.
 
Já na comparação do mês passado com igual período do ano anterior, a perda foi de 178 mil postos, uma queda 1,5% na quantidade de pessoas formalmente contratadas.
 
METADE
 
O emprego formal totalizou, em outubro, 11,6 milhões de pessoas, segundo o IBGE. Esse contingente é quase metade dos 23 milhões de pessoas empregadas nas seis principais regiões metropolitanas do país, que são verificadas pelo instituto.
 
Os dados do Caged, do Ministério do Trabalho, divulgados na semana passada, já tinham registrado perda de 30 mil postos de trabalho em outubro.
 
Se por um lado cai o emprego formal, aumenta o emprego por conta própria, que engloba desde o empregado contratado em regime de pessoa jurídica aos trabalhadores autônomos, como vendedores ambulantes.
 
Embora o contingente em outubro desse segmento seja de cerca de um terço dos trabalhadores formais, seu crescimento chama atenção, afirma Holanda Filho.
 
Na passagem de setembro para outubro, o volume de trabalhadores por conta própria cresceu em 128 mil.
 
Na base anual, o acréscimo é de 256 mil. O total de trabalhadores por conta própria foi de 4,44 milhões.
 
"Preocupa porque cai um tipo de emprego que é mais seguro, com carteira assinada, e prevê toda a proteção da lei trabalhista e cresce um emprego mais arriscado, sujeito às alterações da economia, que sabemos que não vai bem", afirmou Fernando de Holanda Filho.
 
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