Notícias

11/07/2014 - 03h13

Empresa esclarece sobre construção de portos graneleiros em Santarém

Fonte: G1

A Empresa Brasileira Portos de Santarém (Embraps), uma das quatro empresas interessadas em instalar o porto na Grande Área do Maicá, em Santarém, oeste do Pará, reuniu na manhã de domingo (6) com moradores do local para esclarecer dúvidas sobre a instalação do empreendimento. De acordo com a assessora de imprensa da empresa, Nívea Maria, o EIA-Rima – Estudo e Relatório de Impactos Ambientais – será concluído até o fim de 2014.
 
A reunião foi agendada após os moradores que moram às margens do Lago do Maicá manifestarem preocupação com os possíveis danos que podem ser causados à área com a construção dos portos. “É uma área que deve agregar quatro portos, três empresas multinacionais que vão construir para exportação de grãos. A nossa preocupação é quanto aos impactos ambientais, pois sabemos que nos grandes empreendimentos há muitos impactos negativos. Nós somos a favor, mas desde que seja desenvolvimento sustentável”, defendeu o presidente do Conselho da Grande Área do Maicá, Adilson Matos.
 
O projeto de implantação ainda não foi aprovado. A Embraps está concluindo as pesquisas ambientais e socioeconômicas. “Viemos trazer informações quanto ao projeto portuário da Área Verde. Atualmente estamos na fase de EIA-Rima com a equipe socioeconômica praticamente concluindo a aplicação dos questionários, fazendo levantamento da socioeconomia e demografia. Deve ser concluído na terça-feira [8], restando apenas o trabalho de entrevista com as lideranças”, esclareceu Nívea.
 
Segundo a assessora, uma equipe do Museu Goeldi vai enviar biólogos para fazer as pesquisas na área. Quando o nível do rio baixar, também serão realizados estudos antropológicos e arqueológicos e uma empresa foi contratada para fazer as pesquisas de solo.
 
Benefícios
 
Sobre os benefícios que os portos podem gerar para a população, Nivea esclareceu que serão em forma de impostos, além dos empregos que serão gerados. “A empresa Embraps tem e interesse em financiar projetos, através das associações, que tenham objetivo coletivo. (...) A associação tem que se fortalecer para que parte dos impostos pagos venha para as áreas que vão ser diretamente afetadas. E as pessoas devem se preparar para ter qualificação e se candidatarem as vagas”, finalizou.
 
Imprimir Indique Comente

« Voltar

Galeria de
Imagens

Ver todas