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15/02/2016 - 03h45

Empresas de cruzeiros vão para águas chinesas

Fonte: Folha de S. Paulo / Mercado Aberto

 
As companhias de navegação estão levando navios para a China em busca do turista com dinheiro e que pouco conhece esse tipo de viagem.
 
A brasileira MSC vai deslocar uma de suas cinco embarcações destinadas à costa nacional para o país asiático em abril deste ano.
 
"A China é ainda pouco explorada por esse setor. É um 'hipermercado' de oportunidades", diz Adrian Ursilli, diretor comercial da MSC.
 
A piora da economia brasileira contribuiu. "Os custos para operar um navio aqui, que já eram altos, aumentaram."
 
Para se adaptar ao público chinês, mais disposto a gastar a bordo, a empresa ampliou lojas e cassinos do MSC Lirica, que tem 960 leitos.
 
A Costa Cruzeiros, outra brasileira do setor, por sua vez, aumentará sua frota chinesa em abril com um quarto navio –elevando em 38% os atuais 9 mil leitos no país.
 
O próximo passo é a construção de dois navios com capacidade para 8.400 pessoas.
 
O investimento será de € 1,2 bilhão e eles devem ficar prontos em 2019 e 2020, segundo Renê Hermann, diretor-geral da empresa para a América do Sul.
 
Por aqui, a Costa mantém dois navios. "O Brasil está parado há muito tempo. Não há investimento em infraestrutura e novos destinos."
 
A mesma crítica é feita por Ricardo Amaral, vice-presidente para a América Latina da Royal Caribbean.
 
A empresa com sede nos EUA, uma das maiores do setor, opera uma embarcação no Brasil e vai inaugurar a quinta na China. Será um cruzeiro construído especialmente para o destino e que levará até 4.905 passageiros.
 
"Os navios vão para onde o mercado está melhor", diz Amaral. A companhia já opera 15,2 mil leitos na Ásia.
 
TODOS QUEREM A CHINA - Empresas de cruzeiro deslocam novos navios para o país asiático
 
VIAJANTES DE NAVIO - Renda mensal dos turistas de cruzeiros no Brasil, em %
 
 
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