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23/11/2015 - 04h49

Entidade quer atrair R$ 3 bi para os portos

Fonte: A Tarde (BA) 

 
A ineficiência do sistema portuário baiano tem gerado perdas anuais da ordem de R$ 1 bilhão em negócios para o estado. Os cálculos são da Associação de Usuários dos Portos da Bahia (Usuport). A entidade lança nesta segunda-feira,  23, na sede da Federação das Indústrias (Fieb), em Salvador, a Agenda Mínima Portuária da Bahia, com projetos que somam investimentos de R$ 3 bilhões, a serem executados pela iniciativa privada.
 
A ideia é convocar as grandes empresas para a realização de estudos técnicos voltados para a ampliação da capacidade e modernização dos portos baianos, principalmente os de Salvador e Aratu.
 
Os investimentos privados se darão  por meio de leilões de arrendamento, a serem realizados a partir do ano que vem. "As obras começariam em 2017 com entrada em operação, a partir de 2019", afirma o diretor executivo da Usuport, Paulo Villa.
 
No Porto de Aratu, as intervenções preveem a compra de equipamentos mais modernos para ampliar a capacidade dos dois terminais de granéis  sólidos, além da duplicação da quantidade de berços do terminal de granel líquido, que atualmente conta apenas com dois.
 
Para o Porto de Salvador, será lançada licitação para a construção de um segundo terminal de contêineres e ampliação do atual.
 
Intervenções
 
A previsão é  que, se efetivados, os projetos ampliem, por exemplo, a capacidade do Porto de Aratu, da média atual de quatro milhões de toneladas por ano para 30 milhões de toneladas/ano. As intervenções se somariam aos investimentos de R$ 326,4 milhões já anunciados pelo governo federal no programa de concessões do  Programa de Investimentos em Logística (PIL).
 
Os  investimentos globais da Agenda Usuport incluem as iniciativas de ampliação dos terminais privados das empresas Braskem e da Dow Brasil, gigantes do setor de químicos e petroquímicos do Polo  Industrial de Camaçari.
 
"Independentemente de cenários internos de crise, o fato é que a Baía de Todos-os-Santos tem um potencial enorme, assegurando a viabilidade para os investimentos", frisou, na última terça, 17, Villa, em entrevista coletiva para anunciar o lançamento da Agenda da Usuport. "É preciso destravar o sistema portuário baiano e investir sem medo de errar", diz Villa.
 
Segundo ele, por conta da ineficiência na questão portuária, a Bahia perde hoje cargas para os portos de Suape (PE), Rio de Janeiro e Santos (SP).
 
Paulo Vila ainda ressaltou que os portos também viabilizam os projetos da prefeitura de Salvador, que prevê, no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), tornar o município um polo logístico.
 
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